Direita e Esquerda na História


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Os termos Esquerda e Direita, comumente usados na política moderna, têm explicação na organização da Assembléia Francesa na época da revolução burguesa ocorrida no mesmo país. Em 1792, com a queda da monarquia e a criação de uma nova Assembléia Constituinte, os revolucionários de 1789, se dividiram em duas facções com interesses conflitantes. Esses grupos ocupavam cadeiras em lados opostos na Assembléia. À esquerda, os jacobinos, a Esquerda. À direita, os girondinos, a Direita. O nome girondino (do francês, girondin) deve-se ao fato de Brissot, principal líder dessa facção, representar o departamento da Gironda (região a sudoeste do país) e de seus principais líderes serem provenientes de lá. Os girondinos eram formados pela chamada “grande burguesia”, que não pretendia aprofundar a revolução, temendo o radicalismo popular. Aliada aos setores da nobreza liberal e do baixo clero, formou o Clube dos Girondinos. Entre os jacobinos (do francês, jacobin) - eram conhecidos assim porque se reuniam no convento de Saint Jacques -, predominava a “pequena burguesia”. Apoiados pelos sans-culottes, massas populares de Paris, os jacobinos queriam aprofundar a revolução, aumentando os direitos do povo. Seus principais líderes foram Danton, Marat e Robespierre. Os girondinos pregavam a conciliação com a monarquia. E essa intenção foi exatamente o que decretou a derrota da facção. A partir de 1792, a revolução ganhou cada vez mais força. Em 21 de janeiro de 1793, o rei Luís XVI foi guilhotinado na Praça da Revolução. A república jacobina foi proclamada. A alternância de poder no país prosseguiu por anos. E a herança dos termos Direita e Esquerda permanece.

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