Liminar suspende sessão da Câmara


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O presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Corrente, Luzimar Batista (PMDB), conseguiu uma liminar, concedida ontem pelo juiz da 5ª Vara Cível de Franca, Rogério Bellentani Zavarize, que garantiu a suspensão da sessão extraordinária convocada na manhã de ontem para tentar afastar Batista do cargo. Nova reunião foi agendada para a próxima terça-feira. A reunião foi convocada pelos cinco vereadores que fazem parte da CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investigou as obras de ampliação da Câmara. Há suspeita de superfaturamento e o relatório final pede o afastamento de Batista do cargo. O presidente da Casa disse que entrou na Justiça para garantir seu direito de defesa. Por outro lado, o advogado dos cinco vereadores, Denilson Carvalho, alegou desconhecer a liminar e disse que a sessão foi suspensa a pedido da própria CEI, devido ao horário, que prejudicava o acompanhamento da população. A leitura do relatório havia sido marcada para às 9 horas. A troca de acusações não pára por aí. Batista se diz vítima de perseguição política e que teria recebido uma oferta de R$ 7 mil de outro vereador para deixar a presidência da Câmara poucos dias antes de iniciados os trabalhos da CEI (aberta há 60 dias) para apurar as acusações. “Me reservo no direito de não dizer o nome do vereador que fez a proposta, mas posso garantir que o dinheiro foi oferecido. Vou provar que não sou ladrão”, disse Batista. Denilson Carvalho desconhece a acusação. “Essa informação é inverídica, ainda mais sem designar a fonte. Isso só prova o desespero do presidente, que não consegue reprovar as conclusões da CEI”. Batista foi convocado pela CEI a dar explicações sobre as obras, mas simplesmente não compareceu. “Realmente me mandaram uma intimação, mas não fui porque desconheço a existência dessa CEI, ela não existe”, disse ele, apesar de a comissão ter base legal para trabalhar.

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