A companhia aérea Passaredo comemorou o número de embarques registrados no primeiro dia de operações no Aeroporto “Tenente Lund Presotto”, em Franca. Levantamento da empresa constatou um aumento de 15% no volume de passageiros nos vôos destinados a Guarulhos em relação ao movimento que havia quando decolava no “Leite Lopes”, de Ribeirão Preto, fechado desde ontem para reformas de ampliação da pista principal. Já a Total, que tem um vôo diário para Belo Horizonte, saiu à noite com 50% dos lugares preenchidos, a mesma média de quando operava em Ribeirão.
Ontem, os vôos da Passaredo para o Aeroporto Internacional de Cumbica decolaram com uma ocupação média de 80%. Com exceção do final de semana, não há mais reservas para São Paulo de segunda a quarta-feira. “O resultado superou todas as expectativas”, disse o supervisor de marketing da companhia aérea, Marcelo Salgado.
Segundo o gerente de base, Gladstone Castro, levando em consideração as desistências de passageiros de Ribeirão Preto e as reservas feitas em Franca, o saldo foi considerado extremamente positivo.
Entusiasmada, a Passaredo anunciou ontem vôos de Franca para Brasília e Cuiabá ainda este mês. De quebra, já estuda a hipótese de permanência na cidade com novas rotas mesmo depois de 1º de setembro, quando os vôos atuais deverão retornar a Ribeirão Preto.
Pela manhã, o Embraer Brasília decolou às 6h35 rumo a Guarulhos com 23 passageiros, a maior parte vindos de Ribeirão Preto. À tarde, porém, os embarques originários de Franca foram a maioria: 11. Somados a um casal de Ituverava, um empresário de Sertãozinho e quatro passageiros de Ribeirão Preto, 18 pessoas embarcaram para Cumbica. Com mais sete que já vinham de Uberlândia, a aeronave partiu com 25 dos 30 lugares ocupados.
A maioria dos passageiros acredita que vôos em Franca aumentarão a comodidade. “Como venho semanalmente a Franca, não preciso mais ir até Ribeirão Preto de carro e embarcar para São Paulo de avião”, disse o consultor empresarial Voltaire Nazi.
Até mesmo quem vinha de outras cidades gostou. “Com a transformação do “Leite Lopes”em aeroporto internacional, os vôos regionais perderão espaço por lá. Franca é uma excelente alternativa”, disse Mário Garrefa, diretor da regional de Sertãozinho do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).
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