Ministério Público cobra explicações


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O promotor de Justiça Paulo Borges cobra explicações do presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Corrente, Luzimar Batista (PMDB). O promotor estipulou um prazo de dez dias para que Batista apresente uma manifestação e defesa em relação às denúncias apresentadas pelos vereadores da situação que alegam que Batista teria superfaturado nas obras de ampliação do Legislativo. De acordo com um grupo de cinco vereadores, as irregularidades teriam sido praticadas principalmente no preenchimento das notas fiscais relativas à aquisição de material de construção para a obra. Também são relatados gastos com o Departamento Financeiro da Câmara superiores a administrações passadas. Em 2005, teriam sido gastos, R$ 39 mil e em 2004, R$ 32 mil; em 2003 e 2002, R$ 14 mil. A briga entre a oposição e governistas começou há quase dois meses, quando se discutiu a formação da CEI (Comissão Especial de Inquérito) para apurar as supostas irregularidades. Os vereadores tiveram que entrar na Justiça para conseguir abrir a CEI. Diante da determinação judicial, Batista nomeou três vereadores, composição não aceita em razão de dois indicados comporem a mesa diretora. A situação recorreu à Justiça mais uma vez para que fosse feita a troca dos nomes, o que, depois de muita briga, acabou acontecendo, ficando apenas um vereador que apóia o presidente. No entanto, Márcio Lourenço (PFL) não compareceu às reuniões da comissão. A CEI também alega que o presidente da Câmara foi convidado a prestar esclarecimentos, mas ele não compareceu para dar explicações.

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