A ameaça do empresário Mário Spaniol de tirar a Carmen Steffens de Franca e transferi-la para outra cidade, após conflitos com o Sindicato dos Sapateiros, gerou grande repercussão. Várias pessoas mandaram e-mails para o Comércio da Franca. A maioria se solidarizou com Spaniol e apontou a entidade como irresponsável diante da hipótese de os 500 funcionários da indústria ficarem desempregados. Outro grupo apoiou a postura do sindicato.
A leitora Ana Tereza Lara e Silva apóia a implantação do banco de horas e considera o posicionamento do sindicato como retrógrado. “O banco de horas é uma realidade, que dá a nós o direito de negociar conforme o artigo 59 da CLT. A lei existe, basta o sindicato querer negociar... Ou será que lá eles não conhecem a CLT?”
Quem também apoiou Spaniol foi Antônio dos Santos Filho. Ele criticou duramente o sindicato. “Acho que o Spaniol está certo: tem que fechar a firma e ir embora de Franca. Os empregados vão ficar muito felizes, pois o Sindicato vai dar salários para todos os desempregados ou recolocá-los em outras empresas. Na cidade não há desempregados, fica fácil”, disse, em tom de ironia, via e-mail.
Já o leitor Thales Lopes criticou a conduta de Spaniol e do calçadista de forma geral. “O povo realmente precisa trabalhar, mas em um trabalho digno, que respeite a CLT e não explore a mão-de-obra. Se tivéssemos uma política de estado forte o trabalhador teria como negociar com seus patrões seus direitos e suas reivindicações”.
Outra leitora que se revoltou com Spaniol foi Aparecida Freitas. “A empresa não deve esquecer que está na posição atual devido ao trabalho dos funcionários de Franca. Agora que assumiu uma posição elevada, fica muito fácil tomar a atitude de deixar a cidade e as pessoas que a ajudaram a crescer”.
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