Paulo Afonso deixa sindicato e tentará vaga de deputado


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O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Paulo Afonso Ribeiro, afastou-se ontem do cargo para disputar, em outubro, uma cadeira como deputado estadual na Assembléia Legislativa. Ribeiro é pré-candidato pelo PT. A mudança, antecipada na edição de ontem do Comércio da Franca, foi oficializada após assembléia da categoria. Quem assume o comando da entidade é o ex-secretário-geral, Odair Bonifácio Carrijo. Ribeiro passará a intensificar, a partir de hoje, o ritmo da divulgação de sua candidatura. A briga não será fácil, haja vista que na macrorregião nordeste paulista, em um universo de 84 cidades, o sindicalista terá de concorrer com outros quatro petistas. Por outro lado, Ribeiro acha que a desistência de Cassiano Pimentel diminuirá a pulverização de votos e aumenta suas chances de eleição. “Com apenas um candidato a possibilidade de eu vencer é maior. Trabalharei muito para conseguir isso”, disse o sindicalista. Paulo Afonso é funcionário da Calçados Ravelli e está no comando da entidade da classe desde 2000. Nesse período, conquistou várias amizades e, claro, vários opositores. Um dos mais recentes é o empresário Mário Spaniol, que acusou o sindicato, sob sua gestão, de ser “baderneiro e não defender o interesse dos trabalhadores”. Por outro lado, muitos o defendem. “Ele é bom. Olha principalmente a nossa situação e não tem medo de peitar os patrões. Acho ele um bom presidente”, disse um funcionário da Carmen Steffens, que pediu anonimato. Paulo Afonso terá de se afastar, também, do rádio. Aos sábados, ele apresenta o programa Voz do Sapateiro, na Difusora AM. A partir da homologação de sua candidatura, que deverá ocorrer na convenção estadual do PT, em junho, Ribeiro será substituído pelo colega de sindicato Milton da Silva. SUBSTITUTO Apesar da troca de presidentes, a linha de atuação do Sindicato dos Sapateiros permanecerá inalterada. O novo líder, Odair Bonifácio Carrijo, disse que nada era resolvido apenas por Paulo Afonso Ribeiro e a substituição não trará prejuízos aos trabalhadores. “Nossa proposta é a mesma. Tudo que o sindicato faz é decidido por um colegiado e continuará dessa maneira”. A situação de conflito com a Carmen Steffens não deverá mudar. Carrijo disse que o sindicato não tem o que negociar com a empresa individualmente. “Defendemos o interesse coletivo dos sapateiros e não podemos resolver com apenas uma indústria um assunto que é de interesse de toda categoria. Nada mudará”. Carrijo faz parte da diretoria da entidade desde 1994 e é funcionário da Calçados Democrata, onde exerceu a função de enfumaçador até 1997, quando se afastou para integrar o comando do sindicato.

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