Incrível, Norma Jean teria feito 80 anos ontem, mas, claro, Marilyn Monroe, como ela era conhecida, jamais chegaria a essa idade. Morreu moça, com 36 anos, de overdose, em 5 de agosto de 1962. Foi o maior símbolo sexual do século 20.
Quem tem saudades dos seus filmes pode conferir o ciclo promovido pelo canal pago Telecine, que começa nesta quinta-feira. O canal exibe dois filmes da carreira de Marilyn a cada quinta-feira, apresentados pelo crítico Marcelo Janot. No programa de hoje, uma comédia, O Inventor da Mocidade, às 20 horas, e um drama, Torrente de Paixões, às 22 horas. No primeiro, Marilyn faz a secretária sexy e incompetente de um cientista maluco. No segundo, é a instável mulher de um homem mais convencional que ela.
Mas o melhor do ciclo de oito filmes está reservado para as semanas seguintes, quando então poderão ser vistos alguns dos grandes trabalhos da atriz com Billy Wilder. Wilder tem uma piada a respeito. Perguntaram-lhe como conseguia trabalhar com uma atriz tão temperamental e problemática quanto Marilyn. O diretor de O Pecado Mora ao Lado e Quanto Mais Quente Melhor teria respondido: “Tenho uma tia idosa, muito pontual, que não bebe e não ingere drogas, mas acho que ninguém pagaria para vê-la no cinema”.
Wilder compreendia o magnetismo da imagem de Marilyn e a fazia desenvolver um senso cômico talvez inato. Mas foi John Huston quem a dirigiu num papel dramático inesquecível em Os Desajustados, um filme terminal em vários sentidos. Ela faz a namorada problemática de um ex-caubói vivido por Clark Gable, que agora se dedica a caçar cavalos selvagens para transformá-los em comida de cachorro. A história foi escrita por Arthur Miller, então marido de Marilyn. Foi o último filme de Gable, que morreu pouco depois, e também o trabalho de despedida de Marilyn. Um legado e tanto.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.