Bate-boca no plenário, população barrada na porta, vaias e muita gritaria. Esse foi o saldo da sessão da Câmara Municipal de Ribeirão Corrente, realizada na noite de ontem. Dezenas de pessoas ficaram por mais de uma hora diante do portão tentando entrar no plenário para acompanhar o processo de cassação do presidente da Casa, Luzimar Batista (PMDB), que não ocorreu.
Batista é acusado de ter superfaturado o valor das obras durante a ampliação do prédio da Câmara. Ele rebate as denúncias, mas uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) foi aberta para apurar o caso. O relatório final deveria ser lido ontem pelos vereadores que compõem a comissão, mas estes foram impedidos pelo presidente, que não reconhece a CEI.
Diante da revolta dos populares, Batista chamou a polícia temendo um tumulto ainda maior. A partir daí, os ânimos se alteraram ainda mais. O presidente disse que só permitiria que 49 pessoas acompanhassem a sessão devido ao número de poltronas. Marcada para as 19 horas, a sessão só começou após 45 minutos de atraso e muita briga entre os vereadores. Genézio de Oliveira (PSDB) abriu o portão e os populares correram para as galerias, mas a grande maioria foi impedida pela polícia e teve que acompanhar a reunião do lado de fora.
O vereador Ézio Edler Cunha (PT) tentou ler o relatório final dos trabalhos da CEI durante a Palavra Livre, mas foi impedido por Batista, que alegou que a CEI não existe. A partir daí, os ânimos, que já estavam alterados, fugiram ao controle e Batista encerrou a sessão após dez minutos de seu início e deixou o plenário.
Os vereadores da comissão continuaram lendo o relatório. Muito irritado, Batista retornou ao plenário e desligou os microfones. Mais confusão e nada resolvido. O assunto voltará a ser discutido na quinta-feira pela manhã em uma sessão extraordinária marcada pela comissão e já protocolada. “Não vamos desistir até tirar esse cara (Luzimar Batista) daí (da presidência da Casa)”, disse Genézio. (PP)
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