Com a abertura oficial da colheita do café em todo o parque produtor do País e também nos principais países exportadores, como Vietnã e Colômbia, a tendência é de queda dos preços no mercado mundial. A previsão natural seria essa, mas uma projeção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) movimentou este mercado especulativo de commodities no qual o café está inserido e os preços deverão se manter estáveis.
De acordo com essa previsão, uma demanda crescente pelo produto no mercado mundial, que deverá superar a casa dos 120 milhões de sacas/ano em cinco anos, é o que resultará na “fixação” do preço. O Brasil, maior produtor mundial, espera aumentar sua fatia.
O presidente da Cocapec, Maurício Miarelli, que também representa o CNC (Conselho Nacional do Café), na Alta Mogiana, área da cooperativa, disse que os investimentos estão sendo feitos. “Nos últimos anos, os cafeicultores têm feito a ‘lição de casa’ e investido em tecnologia, o que resulta em aumento da produção e da qualidade e redução dos custos”.
Nos últimos dez anos, o parque cafeeiro da região saltou de 1,1 milhão para 1,5 milhão de sacas, com um incremento de área muito pequeno. “O aumento é mais resultado dos investimentos do que do aumento de áreas plantadas, mesmo porque muitos pés são novos e ainda não produziram”, disse o gerente de café da Cocapec, Anselmo Magno de Paula.
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