Os quatro acusados de participarem da ocorrência de seqüestro do pastor Edilson são lavradores e conhecem muito bem a fazenda na qual a vítima alega ter sido mantida como refém. Todos já trabalharam no local ou em propriedades vizinhas. Os primos Adão, Claudinei e Paulo Sérgio vieram de Frei Gaspar (MG) para trabalharem na colheita de café na região de Franca.
Se estabeleceram no City Petrópolis. Claudinei é funcionário da Fazenda Petrópolis, mas encontra-se afastado devido a um problema no pé. “Quando ele vê o patrão começa a mancar, mas, depois, anda normalmente. Não tem nada”, disse um trabalhador rural que pediu anonimato. Mesmo sem trabalhar, continua morando em uma casa da propriedade. O local teria sido usado como cativeiro.
Acusado de ser o mentor do seqüestro, Adão já morou de aluguel em uma casa do pastor e ficou devendo R$ 400 a ele. Recentemente, foi cobrado, mas não saldou a dívida. “Falei para ele que iria pagar, mas ainda não tive oportunidade”. Os três foram presos na casa em que moram no City Petrópolis. Levados à delegacia, admitiram conhecer a vítima, mas negaram qualquer tipo de participação no crime. “Ele levou as compras até minha casa e foi embora. Se aconteceu alguma coisa com ele foi depois”, disse Claudinei.
Moacir, o quarto integrante do bando, trabalha há um mês na Fazenda Amapá, vizinha da Fazenda Petrópolis e onde o pastor foi pedir socorro. Foi lá que PMs o prenderam por volta das 22 horas e encontraram a arma usada no crime. Ele disse à polícia que a intenção do bando era apenas dar um susto no pastor por ele ter pressionado Adão. Claudinei teria extrapolado e agredido a vítima.
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