Além de ser comerciante no City Petrópolis, Edilson Fernando Flávio é pastor na Igreja Assembléia de Deus do Jardim Luiza, zona norte de Franca. Antes de se converter ao Senhor, como diz, enfrentou muitos problemas com a polícia. Segundo o delegado Luiz Carlos Almeida Souza, ele já esteve preso por tráfico de drogas, estelionato e receptação. “A capivara (ficha criminal dele) é bem grande mesmo”. O pastor/comerciante concedeu entrevista à reportagem e falou sobre o seqüestro. Perguntado sobre o envolvimento com a polícia, procurou não dar importância ao fato.
Comércio da Franca - Como os bandidos o renderam?
Edilson Fernando - Fui levar o Claudinei com as compras até a casa dele. Quando entrei, já levei uma paulada na cabeça. Corri até o banheiro para chamar a polícia por celular. Foi quando me deram quatro tiros. Fui amarrado e levado para o quarto. Como disse que meu braço estava doendo, me soltaram.
Comércio - O que eles falavam?
Edilson - Queriam R$ 200 mil de todo jeito. Sabiam que eu tinha umas casinhas de aluguel e falavam para eu me virar. Caso contrário, matariam minha mulher.
Comércio - Como conseguiu escapar?
Edilson - Por volta das 11 horas, três deles saíram e o que ficou me vigiando, dormiu. Corri para o mato e fiquei escondido até o fim da tarde. Depois, fui até a Fazenda Amapá e pedi ajuda.
Comércio - O senhor já teve passagens policiais?
Edilson - Sim, mas deixa isso prá lá. Foi quando eu era adolescente.
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