Enquanto espera, advogada trabalha

Mesmo depois das denúncias de envolvimento com bandidos ligados ao crime organizado e a conseqüente repercussão em vários órgãos de comunicação do

31/05/2006 | Tempo de leitura: 3 min

Imagem de arquivo mostra a advogada Adriana Telini Pedro em seu escritório: dia-a-dia normal
Imagem de arquivo mostra a advogada Adriana Telini Pedro em seu escritório: dia-a-dia normal
Mesmo depois das denúncias de envolvimento com bandidos ligados ao crime organizado e a conseqüente repercussão em vários órgãos de comunicação do País, incluindo o Jornal Nacional e o Fantástico, da TV Globo, a advogada francana Adriana Telini Pedro continua trabalhando normalmente, dando expediente em seu escritório, na Rua Marechal Deodoro, no Centro. Ela será julgada pelo Tribunal de Ética e Disciplina no próximo dia 23, em Ribeirão Preto, e pode ser suspensa preventivamente por até 90 dias. A reportagem esteve em seu escritório, ontem, por volta das 14h20. Na calçada, a faxineira segurava uma mangueira d’água, fazendo a limpeza. Logo na entrada, supostamente no lugar da secretária (a sala ao lado estava vazia), vestida com uma blusa branca, mantendo-se sentada, usando óculos e com maquiagem leve (apenas um batom pouco brilhante), Adriana usava o telefone e, ao mesmo tempo, digitava uma petição no computador. No escritório, uma mesa e um computador na primeira sala. À frente de quem entra no recinto, há outra sala que dá acesso à residência da família. À esquerda, um lavabo e, à direita, uma sala maior com uma grande estante de livros e uma mesa maior do que a da entrada, supostamente onde Adriana costuma trabalhar. Sua feição, aparentemente tranqüila, mudou radicalmente quando viu a máquina fotográfica nas mãos do fotógrafo Silva Júnior e quando os profissionais do Comércio se identificaram. Perguntou se era o próprio repórter quem havia escrito as matérias publicadas nos últimos dias. Incontinenti, disse que não daria declarações ao Comércio da Franca e que não permitia gravação de entrevistas e nem fotografias dentro de seu escritório. Cada vez mais nervosa, tentou localizar o pai, através do telefone celular. Não conseguiu. Com a voz embargada, fez nova ligação, perguntou pelo pai a um interlocutor (supostamente na empresa dele) do outro lado da linha. Em seguida, o pai a atendeu e, posteriormente, depois de ser informado da presença dos profissionais do Comércio da Franca no escritório da filha, conversou com o repórter. Educado e em voz baixa, mas grave e firme, declarou que Adriana Telini Pedro não daria qualquer declaração ao jornal e que não adiantava insistir. Após o telefone ser colocado no gancho, Adriana perguntou à reportagem, diante do fotógrafo Silva Júnior, da faxineira e de mais um cliente que estava no escritório (com a porta trancada), se alguém sabia o que significava passar a noite em claro esperando o exemplar do Comércio da Franca no dia seguinte e ver a foto estampada na capa. O repórter retrucou, dizendo que as gravações ganharam as páginas de vários jornais do País e teve espaço, inclusive, no Jornal Nacional e no Fantástico, ambos programas jornalísticos da TV Globo. Sobre isso, Adriana, que vinha falando com insistência, ficou muda. A advogada, então, disse que a notícia se espalhou graças ao Comércio. A advogada, diante do fotógrafo Silva Júnior e de mais um cliente, se disse indignada com a comparação feita entre ela e a jovem Suzane von Richtofen, esta acusada de matar os pais em outubro de 2002. Ela também negou que tenha vivido um romance com Eurípedes Moura Júnior, o “Perna”. No entanto, ela mesma declarou, em entrevista exibida pela rádio Franca do Imperador AM, ao se referir ao bandido, que não havia pecado, e sim amado. Vida normal? Adriana não respondeu, embora estivesse bem vestida e trabalhando com disposição, pelo menos até permitir a entrada da reportagem em seu escritório. Preferiu dizer que qualquer informação seria dada pelo advogado Rui Engracia Garcia, que, inclusive, já estaria tomando providências na Justiça.

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