BRIGAS INTERNAS E DESRESPEITO AO TORCEDOR
Nos últimos meses, os amantes de basquete do Brasil, em especial os francanos, já que nossa cidade respira basquete, viram as brigas e intrigas entre o Presidente da Confederação de Basquete e uma recém-surgida Liga Independente liderada por Oscar Schmidt.
A briga de egos saiu dos bastidores e a “bomba” acabou estourando do lado dos mais fracos, ou seja, do lado dos torcedores.
Recentemente, tivemos uma competição que decidiu os finalistas do Campeonato Brasileiro e encantou Franca! O público compareceu em massa para ver nosso Franca Basquete depois de quase 7 anos indo à final de um torneio nacional.
Tudo ia muito bem, finalistas em quadra na sexta-feira, ginásio lotado. A vitória não sorriu para nossa cidade, mas o pior ainda estava por vir! A Justiça, fria, ignorando totalmente o envolvimento de torcedores, que nada têm a ver com a briga, anulou o jogo de sexta-feira (jogo em razão do qual nos deslocamos de casa, pagamos ingresso e no final não valeu nada!) e no domingo cancelou uma partida quando faltavam duas horas para seu início! Uma vergonha!!! Os amantes do basquete ficam tristes ao ver a bagunça, a briga de egos e a desorganização do futebol se deslocarem para o basquete, esporte amador no Brasil, sim, mas sempre bem organizado e freqüentado por um público diferenciado!
O que resta a nós, torcedores, é aguardar mais uma decisão do Judiciário, para saber qual será o absurdo da vez, já que o maior absurdo que pode ocorrer é uma competição esportiva, em geral cercada de emoções e sentimentos, ser decidida no final por uma fria e impessoal Justiça!
Carlos Henrique Gonçalves
é leitor do Comércio
IMPUNIDADE, A CAUSA DA VIOLÊNCIA
Que o sistema carcerário no Brasil está em péssimas condições, todos nós sabemos, mas o que intriga a nossa inteligência é que simplesmente não há nada sendo feito para reverter esse quadro.
Nos últimos anos, o que se tem feito é trancar as pessoas nas prisões e deixá-las lá até que o réu seja absolvido ou até mesmo fuja. Há poucas penitenciárias em que existem trabalhos para a reintegração dos presos à sociedade. O fato de o condenado estar preso não garante que o mesmo se recuperará e não voltará a cometer os erros que o levaram ao cárcere. Para resolver os problemas, não basta prendê-los e esquecê-los. São necessárias mudanças em vários setores pertinentes à segurança pública, tais como investigações, Poder Judiciário, legislação penal, sistema penitenciário, desigualdade social e tantos outros grandes problemas que aumentam a cada dia e cujas soluções nunca aparecem.
Tudo isso tem que ser estudado e analisado com maturidade e responsabilidade e, mais ainda, com urgência, pois a tendência é que os problemas aumentem. A sociedade se revolta com crianças entrando cada vez mais cedo entrando no crime, enquanto o crime organizado ganha força e aterroriza a população. Mas por que ainda não fizeram nada para que ao menos ataques assim, como os que o PCC promove, sejam contidos? Por que não mudaram as leis, o sistema de punição?
São tantas perguntas que nos fazemos e nos deixam cada vez mais inquietos, inseguros e desanimados!
Ana Luiza Silva
é leitora do Comércio
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