Reunião pode definir futuro da competição


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Com o Nacional paralisado pela segunda vez e cinco liminares concedidas desde o início dos playoffs, a definição sobre a final da maior competição de basquete no Brasil pode acontecer hoje. Está prevista para as 18 horas uma reunião, em São Paulo, com integrantes da CBB e dos times diretamente envolvidos e interessados no caso. O Universo-DF recorreu à Justiça reclamando da participação de Arnaldinho (Rio de Janeiro), que jogou autorizado por uma decisão judicial em sede liminar. No confronto, pela Copa Magazine Luiza, o Rio venceu por 95 a 88. A equipe se considera prejudicada pelo fato de o jogador ter entrado em quadra. “Fiquei sabendo que o Arnaldinho jogaria, apenas 15 minutos antes do jogo começar”, disse Tomzé, treinador do time brasiliense. Se conseguir reverter o resultado da partida, o Universo passa a ser o primeiro colocado do hexagonal e faz a final contra o Mariner/Unimed, que passaria então a ser o segundo colocado. Nessa hipótese, Ribeirão Preto ficaria em quarto e estaria fora até da Liga Sul-americana. O julgamento do agravo (recurso judicial) acontecerá no mínimo daqui a dez dias e justamente por causa dessa demora, os clubes tentarão um acordo. O treinador do Mariner/Unimed/Franca, Hélio Rubens Garcia, comandou a reapresentação da equipe na tarde de ontem. Antes de realizar as atividades previstas, ele conversou com os atletas. Explicou o motivo da paralisação do Nacional e contou sobre o encontro de hoje. “Franca é o único time com direito adquirido - independente de liminar - de estar na final. Vamos ouvir a proposta dos outros dois times (Ribeirão e Universo-DF), pois Rio Claro já desmontou o time. Mas, para nós só interessa fazer um acordo se a final for disputada em um triangular e Franca for a sede e não pagar nada, nem a arbitragem”, disse. O treinador de Ribeirão Preto, Lula Ferreira, estava indignado com a situação. “O basquete deixou de ser disputado nas quadras. Isso mancha o esporte. O torneio teve jogos bem disputados, emocionantes, com qualidade, agora as pessoas que entendem que fora da quadra podem usar de artifícios para poder se beneficiar com isso, estão atirando uma pedra no próprio basquete”, disse. Sobre a liminar, Tomzé se disse surpreso. “A CBB indeferiu o pedido na sexta. No mesmo dia a Universo entrou na justiça comum. Nem sabia dessa decisão”, comentou o treinador do time de Brasília.

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