Polêmica dura mais de cinco meses


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A disputa entre as entidades de classes e o provedor da Santa Casa, Onofre de Paula Trajano, dura mais de cinco meses. Em 18 de outubro, os cerca de 200 médicos da Santa Casa realizaram uma eleição para escolher o novo diretor-clínico. Apesar da vitória de Walter de Oliveira por 82 votos contra 79 de Marcelo de Paula Lima, Trajano escolheu o segundo, com quem alegava ter mais afinidade. Indignado, Oliveira recorreu ao Cremesp e à Amesc (Associação de Médicos da Santa Casa). Em 14 de dezembro, o então presidente do Cremesp, Isac Jorge, veio a Franca para tentar resolver o impasse. Chegou a se encontrar com Trajano, mas não conseguiu demovê-lo da decisão de indicar o diretor-clínico. Em janeiro, o Cremesp suspendeu os poderes do médico Marcelo de Paula Lima. Trajano suspendeu a interdição através de liminar, que ainda tramita na Justiça. O Cremesp tenta derrubar a decisão. O diretor-clínico é responsável por intermediar as negociações entre a administração e o corpo clínico do hospital. É ele quem determina plantões e escolhe chefias de departamentos. Também tem a responsabilidade de assinar as autorizações de internação com base nas quais o governo repassa recursos para a Santa Casa.

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