Entidades médicas atacam provedor da Santa Casa


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Uma declaração polêmica reacendeu ontem a discussão sobre a escolha do diretor-clínico da Santa Casa de Franca. Reunidos na sede do CentroMédico local, os presidentes do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado), Desiré Carlos Callegari; da APM (Associação Paulista de Médicos), Jorge Carlos Machado Curi; do Simesp (Sindicato dos Médicos do Estado), Cid Célio Jayme Carvalhaes; e da Academia de Medicina de São Paulo, Luiz Fernando Pinheiro Franco, consideraram “autoritária” a forma pela qual o provedor Onofre de Paula Trajano conduziu o médico pneumologista Marcelo de Paula Lima ao cargo de diretor-clínico no lugar do urologista Walter de Oliveira. Quase seis meses após a primeira reunião com Trajano, os classistas afirmaram que o provedor “se acha o dono do mundo” ao impedir que um nome indicado pelos médicos fosse empossado. Onofre rebateu as críticas e afirmou que os tratou com “educação e dedicação, sem, em nenhum momento, ter destratado qualquer um dos representantes dos médicos”. A disputa pelo cargo de diretor-clínico na Santa Casa de Franca começou logo após a eleição, dia 18 de outubro de 2005 (veja matéria ao lado). Aclamado pela maioria dos médicos, Walter de Oliveira não pôde assumir. Após o pleito, Trajano usou a prerrogativa de indicar um nome ao cargo, afirmando seguir o estatuto da Santa Casa. “Eu só cumpri o estatuto. Ele é claro. Quem indica o diretor-clínico é o provedor”. CRÍTICAS Diferentemente de quando esteve em Franca, dia 14 de dezembro, o presidente do Simesp, Cid Célio Jayme Carvalhaes, soltou o verbo contra o provedor da Santa Casa. Segundo ele, Trajano teria agido de forma “autoritária” em reunião na Santa Casa, no ano passado. “Me pareceu uma pessoa que quer ser o dono do mundo. Disse que tinha um dossiê (contra Walter de Oliveira) e que apresentaria ao CRM e por isso não aceitaria ele no cargo”, afirmou Cid Carvalhaes. De acordo com Onofre Trajano, não houve conversa alguma nesse sentido. “Em nenhum momento fui deselegante ou autoritário”, disse Trajano.

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