Projeto aguarda reforma de prédio


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Prédio que sediará projeto da multimistura está abandonado e aguarda reforma. A cessão do espaço ocorreu em janeiro
Prédio que sediará projeto da multimistura está abandonado e aguarda reforma. A cessão do espaço ocorreu em janeiro
Um dos projetos que poderiam auxiliar no combate à desnutrição e à alimentação precária seria a Cooperativa Nutrição Esperança e Vida, mas o projeto não consegue sair do papel. O prédio abandonado da Prefeitura de Franca, que já sediou a Escola Infantil “Maria Madalena Campos”, na Rua Raul Montes Torres, no bairro Santa Luzia, espera, há quatro meses, pela implantação da ONG (Organização Não-Governamental). O espaço foi doado pela Secretaria Municipal de Educação, mas continua entregue ao mato e às ações de marginais que depredaram o local e roubaram telhas e outros materiais. Os vizinhos reclamam do abandono e pedem providências dos responsáveis, já que a área também é utilizada para consumo de drogas. Segundo a coordenadora do projeto, Oneide Coimbra dos Santos, 44, a reforma está autorizada pela Câmara de vereadores e o orçamento dos materiais foi apresentado na semana passada. “Agora, vamos esperar a licitação para a obra e buscar novas parcerias”, disse. O projeto consiste na produção e distribuição de farinha multimistura, um preparado feito à base de farelos e rico em nutrientes que complementa a alimentação de crianças subnutridas ou com problemas de anemia. “Temos cerca de mil quilos de farinha encomendados pelas farmácias e prefeituras da região e o maquinário, falta apenas o local”, completou Oneide. Cursos de panificação, para jovens entre 14 e 18 anos, também serão ministrados pela cooperativa. De acordo com um e-mail, sem identificação, enviado à redação do Comércio, a escola está totalmente destruída e os moradores não sabem mais a quem recorrer. “A maioria dos moradores da rua está ali há 30 anos e com medo da situação”, diz um trecho do texto. Oneide afirmou que o grupo está pronto para começar a trabalhar e espera o início das obras ainda no primeiro semestre. “Fizemos a nossa parte, falta a prefeitura cumprir com o programado”. Segundo ela, o projeto também atenderá a famílias de baixa renda que necessitam de reforço alimentar. “Fizemos uma parceria com a Pastoral da Saúde. Ela nos dará o fubá e em troca pegarão a multimistura”. De início, a idéia é atender aos moradores do Parque Esmeralda e região. “Estamos elaborando novas parcerias e muitas outras famílias carentes poderão ser atendidas”, declarou Oneide. Para as farmácias, o produto será vendido a R$ 3,50 cada 300 gramas.

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