Se na vida as oportunidades acontecem somente se as pessoas as procurarem, a meio-atacante Poti fez isso. Ela saiu do Rio Grande do Norte para trabalhar em São Sebastião do Paraíso (MG), onde tinha conhecidos. Enquanto isso, ela guardava para si a paixão pelo futebol. Um amor que existe desde os 6 anos.
“Comecei a jogar ainda pequena. Foi um caso de amor mesmo. Minha família sempre incentivou”, disse. Em Minas Gerais, a meio-atacante descobriu quem jogava futebol feminino e passou a treinar.
A cada partida, ela mostrava seu talento no meio de campo e conseguiu desenvolver uma capacidade física para desempenhar uma potência nos chutes. Essa característica é ressaltada, inclusive, pelo técnico Enderson Oliveira. “Ela tem uma força impressionante”, analisou.
As qualidades foram reconhecidas até que Franca, em 2000, decidiu chamá-la para defender a cidade. “Vim fazer uns treinamentos, joguei algumas partidas e fui ficando”.
Mas o salto na carreira era para ser maior. No mesmo ano em que defendia a equipe local, Poti fez um teste na Portuguesa de Desportos. Ela passou, mas a falta de vaga no alojamento e a urgência em começar a treinar na capital inviabilizaram sua entrada no futebol feminino profissional. “Não conhecia ninguém em São Paulo e precisava encontrar um lugar para morar em um dia. Voltei”.
Desempregada, a atleta está animada para esta temporada do Franca no Campeonato Paulista e para os Jogos Regionais. “Acho que ainda está reservado um lugar para mim”, previu a artilheira do Paulista do ano passado, com 22 gols. (RC)
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