Franca estréia no Estadual feminino


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Quem pensa que o futebol continua sendo esporte para homem pode descobrir um outro lado. O Campeonato Estadual de Futebol Feminino começou neste fim de semana e o time de Franca estréia domingo, às 15 horas, contra o Leme, no Estádio “Eugênio Delai”, casa do adversário, pela 2ª divisão. A equipe está formada há pouco mais de um mês e já teve dez treinamentos com todo o grupo. Nessa primeira fase, o time está no grupo F com os adversários Leme, Palmeirinhas/Porto Ferreira e Mogi Mirim. Da competição participam 32 clubes. Em 2005, Franca ficou na quinta posição. “Estamos com reforços para este ano e o ânimo de todo o grupo está melhor”, analisou o treinador Enderson Barbosa Oliveira, 34. Apesar do pouco tempo de entrosamento, parte desse time vem participando de competições regionais e estaduais há seis anos. Esse também é o período que Enderson está à frente do Franca. Segundo ele, preparar um grupo de futebol feminino exige trabalhos específicos, pois o esporte se diferencia pelo “gênero” masculino do feminino. “Geralmente, as meninas começam mais tarde a jogar e a ver partidas. Isso faz a diferença porque a visão de jogadas não está na mente delas, como acontece com meninos, que são introduzidos mais cedo à prática”, explicou o treinador. Para a disputa da 2ª divisão do Estadual e dos Jogos Regionais, o time recebeu o reforço de sete jogadoras experientes. Entre elas está a lateral Cubana, que disputou pelo Araraquara, equipe da 1ª divisão, ano passado o Estadual, e a atacante Rita, com passagens pelo Santos. “A presença dessas meninas experientes trouxe ânimo novo e é surpreendente como as jogadoras da casa se motivaram”, apontou Enderson. O que o técnico reclama é do estrelismo no masculino e da pouca valorização no feminino por entidades organizadoras e patrocinadores. O único apoio que a equipe de Franca recebe é da prefeitura, que paga as passagens das 14 jogadoras de outras cidades e oferece estadia durante dois dias de treino e transporte para os jogos. Todo o time treina apenas no sábado e domingo, já que as atletas trabalham durante a semana. “Há muita badalação no futebol de homens e nada para o feminino”, comentou o treinador.

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