As campanhas políticas costumam movimentar grandes cifras com a distribuição de camisetas, bonés e pintura de muros. Desta vez, a história será outra. Com a minirreforma eleitoral, empresários e autônomos vão faturar menos.
O artefinalista Rafael Caminoto é acostumado a trabalhar mais em épocas de eleições. São milhares de camisetas fabricadas que lhe rendem um bom dinheiro extra. “Vai prejudicar nosso ramo, pois época de eleição sempre é movimentada. Sempre trabalhávamos para vários candidatos ao mesmo tempo e garantíamos uma boa receita. Neste ano, ficaremos na mão”.
O pintor Geraldo Aparecido Silva também reclama da nova regulamentação. Nas eleições de 2004, para a Prefeitura e Câmara Municipal, ele pintava uma média de 25 muros por dia, ao preço de R$ 50 cada. “Foi assim a campanha toda. Troquei meu carro apenas trabalhando com política”.
Por outro lado, houve quem gostasse das mudanças. É o caso de Hélio Alves Venturelli Júnior. Ele trabalha com faixas e adesivos para carros, que continuam liberados. “Campanha para deputado é mais fraca que para prefeito e vereadores. Espero uma melhora significativa. Já até investi em novos equipamentos”, disse, otimista.
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