Som Luz Ação


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Graves, médios e agudos. Equalizador, canais, potência, compressor, luzes, canhões, fumaça e muitos decibéis. Para quem freqüenta a 37ª Expoagro (Exposição Agropecuária de Franca) essas palavras podem soar estranhas, mas fazem parte do vocabulário de uma equipe de mais de 20 pessoas que trabalham de forma árdua para garantir perfeição na hora do show. São técnicos de som, iluminadores e produtores que, “escondidos”, comandam uma parafernália capaz de deixar qualquer fã de Edson & Hudson, Kid Abelha, Emílio & Eduardo e de demais artistas boquiaberto. A iluminação “moving light” é um recurso capaz de seguir qualquer gesto ou movimento do artista e sua banda. Telões são colocados em posições estratégicas para que independentemente de que distância esteja, o público possa assistir ao show. Já a mesa de som central, localizada em meio ao público (aquela cheia de botões coloridos), pesa cerca de 200 quilos e tem capacidade para 62 canais, o que equivale a ter 62 músicos tocando ao mesmo tempo. “É daqui que se controla todo o som das caixas direcionadas ao público”, definiu o sonoplasta da empresa H Som Sonorização e Assistência, Cristiano Cardoso. Com oito anos de profissão, Cardoso revelou que os botões (canais) se repetem na mesa e para saber quando deve aumentar ou diminuir o som para o público, recebe da produção do artista o repertório da apresentação. “Quando o cantor resolve agradar aos fãs e canta uma música diferente, o técnico precisa improvisar e ficar atento”, disse. Edson Guedes também é técnico de PA (som direcionado ao público) e há quatro anos e meio trabalha com a dupla Edson & Hudson. Segundo ele, a partir da assinatura do contrato, a produção dos cantores repassa ao contratante um “rider” (relação) de equipamentos e mapas de montagem. Nele estão informações quanto ao tamanho do palco, a quantidade necessária de lâmpadas e canais, canhões seguidores, máquinas de fumaça e outros. “Como estamos sempre na estrada e nosso tempo é curto, a maioria das mesas e demais equipamentos fica programada. É só chegar, montar e ajustar e muitas vezes não é preciso nem passar o som”. Outro detalhe é que para cada show existe uma equipe e pedidos diferentes conforme o espetáculo a ser apresentado. Chuva de papéis e fogos são outros artifícios liberados através de um simples comando de cima do próprio palco, onde ainda fica outra mesa de som voltada para os músicos. Essa é coordenada por Vagner Michelini, há sete anos com os cantores sertanejos. “A partir dela, os músicos recebem o retorno do som emitido em cima do palco”, destacou. Em alguns shows, o suporte técnico totaliza duas toneladas e o som chega a 50 mil watts de potência. “Temos uma carreta somente para som e iluminação e outra para o cenário. Além disso, como a dupla faz shows por todo o País, possuímos duas estruturas, caso contrário, em razão da distância entre algumas cidades, não daria tempo de montar o equipamento”, disse Guedes.

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