A quadrilha de traficantes presa pela Polícia Civil de Franca, sexta-feira, no Jardim Bueno, trazia pelo menos cinco quilos de cocaína pura por semana à cidade. A droga era “batizada” para aumentar de volume era vendida a pequenos traficantes e viciados da zona leste. A jovem Rosana Azevedo de Oliveira, 19, era a gerente operacional do negócio.
Apelidada pelos policiais de “gatinha do tráfico”, a garota foi detida dentro de casa por agentes da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes). Ela tinha acabado de chegar de São Paulo com grande quantidade de entorpecente. O produto ilícito havia sido trocado por um Palio que havia sido financiado em um estacionamento da Avenida Hélio Palermo.
Na casa da garota, foram apreendidos 3,5 quilos de cocaína, porções de maconha e crack, vidros de éter, balança de precisão e documentos relacionados ao tráfico. A polícia suspeita que o local funcionasse como uma espécie de mini laboratório de refino de drogas. “Estimamos que eles traziam de São Paulo aproximadamente cinco quilos por semana. A droga vinha com acentuado grau de pureza. Aqui, era aumentada em seu volume ou, como os traficantes dizem, era ‘virada’ com a adição de produtos como éter e bicarbonato de sódio”, explicou o delegado Pedro Luiz Dallaqua. Segundo estimativas da polícia, a cocaína consumida na cidade contém apenas entre 15% a 20% de pureza. Em alguns casos, até mesmo pó de mármore é usado pelos traficantes para aumentar a quantidade.
Por meio de um trabalho de investigação, os agentes da Dise descobriram que a venda de drogas na zona leste de Franca (região dos Jardins Paulistano e Brasilândia) era comandada via telefone celular por um preso recolhido na penitenciária de Assis (SP).
Rosana seria o braço direito do líder da quadrilha. “Ela se encarregava de buscar e preparar a droga, além de fazer a contabilidade. Os outros membros tinham a atribuição de vender para outros traficantes e usuários”. Além da “gatinha do tráfico”, outros dois integrantes do bando foram presos na sexta-feira. A polícia continua trabalhando para identificar e prender outros envolvidos.
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