A Câmara Municipal pode decidir neste domingo, a partir das 9 horas, em sua segunda sessão extraordinária do ano, se realiza ou não concurso público para o efetivo da Casa. O projeto, de autoria da Mesa Diretora, já aprovado em primeiro turno, precisa de novo aval, mas promete ser alvo de polêmica. Para a realização do concurso são necessários dez votos.
Na última terça, uma comissão de vereadores consultou o Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal), em São Paulo, para ter orientações sobre o processo de seleção. A sessão extraordinária foi convocada porque a homologação do concurso precisa ocorrer até 4 de junho, 180 dias antes do fim do mandato de Marcelo Mambrini (PMN) frente à Casa.
Silas Cuba (PT), Joaquim Ribeiro (PSB) e Maurício Chinaglia (PSB) estiveram na sede do Cepam, na capital. “Queremos uma Câmara profissional. Por isso, espero que haja coerência e que não se façam as coisas de maneira atropelada”, disse o petista.
Para Silas, a identificação das carências da Casa deve demorar dois meses. “Não se faz um concurso público a toque de caixa, como está proposto. Na minha opinião, a feitura de um projeto coerente deve demorar ainda cerca de 60 dias”, disse ele, que não descarta recorrer mais vezes ao Cepam durante esse tempo.
QUER PORQUE QUER
Quem deve defender com unhas e dentes a aprovação do concurso é o presidente da Câmara. Mambrini sonha marcar seu mandato com a contratação de 15 funcionários, após 26 anos sem um concurso sequer.
As possíveis vagas serão assim distribuídas: cinco para escriturários; duas para advogados e uma para contador, administrador, analista de sistemas, recepcionista, motorista, zelador, telefonista e encarregado de manutenção.
Para conseguir a aprovação, um tom que beira o populismo deve marcar o discurso de Mambrini. “O povo quer trabalhar”. Até ontem, ele ainda não tinha conhecimento das orientações repassadas pelo Cepam a seus colegas. Como nenhuma emenda foi apresentada, Mambrini crê que o projeto será aprovado.
Mas, tudo indica que a aprovação, se ocorrer, será de maneira apertada. A oposição, que conta com cinco votos certos (do PT e PSB), deve discordar do atual texto do projeto. Restariam dez votos a serem ainda persuadidos. Emendas ao texto original podem amenizar discordâncias, mas o debate promete ser acirrado.
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