A história da mãe que tentava criar sete filhos em situação precária em um “porão” no Jardim Paulistano comoveu a comunidade francana. Até o final da tarde de ontem, seis pessoas procuraram a dona de casa Regina Célia Cintra para prestar ajuda a Maria Cristina Ganzaroli. A fraternidade de Regina também foi reconhecida pelos novos colaboradores e elogiada por eles.
“Eu nem acho que estou fazendo tanto. Apenas o que qualquer um deveria fazer pelo seu irmão”, julga Regina, que se disse emocionada com as palavras que ouviu durante o dia. Espelhados em sua atitude, outros colaboradores a procuraram ontem para doar roupas, alimentos e até um jogo de sofá.
Entretanto, ela ainda gostaria de conseguir a geladeira, o tanquinho e o beliche, para melhor acomodação das crianças na hora de dormir. “O mais importante mesmo é que eles têm, agora, uma vida melhor”, disse ela, sobre a família que começou a ajudar.
Maria Cristina vivia com o marido, Cícero da Silva, e sete filhos em uma casa de apenas um cômodo, na beira de um barranco. O local só tinha uma porta e uma janela e não possuía água encanada nem luz elétrica.
Regina e sua amiga, Maria Helena Souza Silveira, ao conhecerem a situação da família, se comoveram e alugaram uma casa para eles. As duas assumiram o aluguel e os gastos com água e luz. Elas afirmam que tomaram a atitude pensando no bem das crianças.
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