Todas as casas lotéricas de Franca permaneceram ontem, Dia do Lotérico, com as portas fechadas até o meio-dia e com faixas de protesto dispostas na fachada. Donos e funcionários dos estabelecimentos entregavam folhetos e explicavam que protestavam contra as más condições do sistema informatizado de apostas.
O comerciante Antônio José Miguel, dono de lotérica, disse que não houve reclamação por parte de clientes. “Eles nos apoiaram e disseram que compreendem a atitude, porque também são prejudicados pela lentidão”.
A paralisação em Franca foi organizada pelo Sincoesp (Sindicato das Casas Lotéricas de São Paulo) e ocorreu em todo o Estado.
A categoria reivindica aumento no repasse feito pela Caixa Econômica Federal (CEF) para as lotéricas pelo recebimento de boletos e pagamento de benefícios (R$ 0,28), igualando-o ao que é pago aos bancos pelos mesmos serviços (entre R$ 0,80 e R$ 1,60). Pede, também, a volta dos equipamentos Isys, da empresa Gtech, que funcionavam melhor que os atuais.
O Sincoesp conseguiu na Justiça o direito de cada lotérica manter ao menos uma máquina Isys por, pelo menos, mais três meses. Mas todos os equipamentos de Franca já foram substituídos e não haverá reposição, segundo a CEF.
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