A chegada a Franca de duas novas grandes redes varejistas divide opiniões entre os leitores do Comércio da Franca. Isto ficou claro pela polêmica gerada no site www.comerciodafranca.com.br após a veiculação da notícia “Construção do Wal-Mart de Franca começou ontem”, na página A-11 da edição de quarta-feira. Alguns leitores gostaram dos empreendimentos do Carrefour e Wal-Mart na cidade. Outros estão temerosos.
A polêmica começou a partir da manifestação do leitor identificado apenas como Daniel. Às 9h55 de quarta-feira, ele mostrou preocupação com relação ao futuro do Franca Shopping e escreveu, no espaço reservado a comentários a respeito da notícia, sobre o início das obras do Wal-Mart: “Resta saber o que será do nosso shopping”. E arriscou uma previsão: “Creio que (o Franca Shopping) não suportará”.
Otimista, alguém que assinou apenas como “Leitor” afirmou: “Não acredito que o shopping possa sofrer conseqüências em função da instalação dos hipermercados em Franca”. Ele aproveitou para apontar uma saída, ao justificar a opinião que emitiu: “Se o shopping vem perdendo movimento e clientela, é talvez por falta de novos comércios, novas lojas e ampliação do próprio shopping, etc”. Para “Leitor”, é preciso considerar, também, que “a vinda destes dois hipermercados é uma grande conquista para a sociedade francana, em função de empregos diretos que são gerados e dos investimentos na cidade”. Ele foi além: “Sem falar na arrecadação de impostos para o município, haja vista que as duas lojas atenderão a uma região grande, cuja população virá gastar aqui e recolher impostos para o município. É mais um sinal de progresso”.
Na mesma linha de raciocínio, Adailton previu: “Será um grande marco para Franca, pois a cidade sempre foi vista como fim de linha”. E emendou: “Felizmente, grandes redes estão investindo em Franca e isso é bom para o comércio (maior competividade) e para a população (mais empregos e mais opções de compra)”.
O otimismo cresceu com a mensagem de João Raphael: “Acho ótimo. Teremos duas grandes redes de varejo, depois de o grupo Pão de Açúcar não ter dado a devida atenção à cidade”.
O leitor Alessandro esquentou o debate com três mensagens. Elas revelaram mais otimismo e emitiram algumas previsões: “A vinda das multinacionais para Franca incomodará e, provavelmente, acordará e ‘desacomodará’ empresários. As empresas têm poder de fogo e colocarão no mercado produtos conhecidos e novos com preços baixíssimos. Haverá um alvoroço para se adquirir artigos que pouco são ofertados na cidade e os empresários francanos terão, obrigatoriamente, que se adequar. Ou, então, fecham suas portas. Alguém vai dizer: isso é concorrência predatória. Será mesmo, mas só para os fracos que até então gozavam de tranqüilidade para costurar acordos e manter preços altos em muitos segmentos, como num cartel. Vide postos de combustíveis. No próximo semestre, tudo mudará para melhor, principalmente para o consumidor”.
As mensagens de Alessandro fizeram com que Daniel se manifestasse novamente. Primeiro, concordando: “Sim, é um ótimo investimento e progresso para nossa cidade”. E na seqüência fazendo um alerta: “Se o grupo Pão de Açúcar manteve apenas uma loja na cidade, isso é sinal evidente de que os empregos simplesmente mudarão de endereço. Pode ser que provavelmente os supermercados Gimenes, Savegnago e Granero fechem as portas de algumas lojas, pois serão muitos supermercados para uma cidade de 320 mil habitantes”. Daniel acrescentou, a propósito do Franca Shopping: “Creio que já passou da hora da maturação”.
Outros dois leitores do Comércio se manifestaram: João Pedro advertiu que: “Multinacional não é sinônimo de preço baixo” e José conclamou: “Vamos ter uma visão um pouco mais aberta e não ficar pensando somente em Franca”, que, segundo ele, “É um centro regional”.
Pouco antes do meio-dia de ontem, a polêmica, de tão salutar, ganhou tom de “brincadeira”, segundo João Pedro, que adiantou o voto dele na eleição municipal de 2008: “Meu voto pra prefeito será em você (Alessandro)”.
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