A Igreja Católica celebra no 7º Domingo do Tempo Pascal, a Ascensão do Senhor Jesus aos Céus, que ocorreu quarenta dias depois de sua gloriosa Ressurreição.
Conforme informam Nicole Lemaître, Marie Thérèse e Veronique Sot: “ A primeira menção de uma festa litúrgica, quarenta dias depois da Páscoa, data do final do século IV. (cf. Dicionário Cultural do Cristianismo, pág 47).
A Ascensão de Jesus é sobretudo a sua exaltação e glorificação, sinal e marca do cumprimento final de sua missão.
Esta festa comemora o acontecimento que descrevem os Atos do Apóstolos. A cena verifica-se no monte das Oliveiras. Jesus aparece ali aos discípulos pela última vez e confia-lhes sua grande missão: deverão ser testemunhas, pregando a boa nova de Deus por todo mundo.
O Espírito Santo outorgar-lhes as forças para cumprirem seu empreendimento. Quando terminou de lhes dizer estas coisas, dando-lhes suas últimas instruções, elevou-se ao céu. Apareceram então dois anjos, e prometeram aos discípulos que Jesus voltaria um dia da mesma forma que o viram ir-se. A partir deste momento, os apóstolos se tornaram as testemunhas do “Reino que não terá fim”. Uma das idéias principais desta festa é que a ascensão de Cristo é também a nossa. É possível dizer que a humanidade entrou com Cristo na glória do céu.
Santo Agostinho diz: “Cristo veio a nós sozinho, porém, não ascendeu sozinho. A Igreja é o corpo de Cristo, portanto, Jesus voltando ao Pai, foi preparar-nos um lugar. As portas da eternidade se abriram para nós. A ascensão de Cristo é a ascensão da Igreja por causa da nossa união com ele”.
Como fazer para merecer o céu? Em nosso seguimento de Cristo para a glória temos os sacramentos, especialmente a eucaristia, para que nos ajudem no caminho. Cristo promete a vida aos que comerem o seu corpo e beberam o seu sangue, e que ele os ressuscitará no último dia. Portanto, a eucaristia é o meio que Deus nos dá para que possamos conseguir nosso destino eterno.
Esta festa tem um aspecto missionário. Antes da ascensão, Jesus confiou a seus discípulos uma grande missão: prolongar entre todas as nações da terra sua obra salvadora para a humanidade inteira. Devam ser testemunhas em toda a Judéia, na Samaria e até os confins da terra. Deviam ir e fazer discípulos de todos os povos, e deviam recordar que o perdão dos pecados seria pregado a todos os povos.
Junto com a missão vai a promessa solene: “Eu estarei convosco sempre, até o fim do mundo”. Essa promessa fortaleceu a Igreja através dos séculos. No meio das perseguições, o povo de Deus lembrou-a sempre e nos sofrimentos experimentou a presença e o poder do Senhor ressuscitado e ascenso ao céu.
Uma grande certeza o Senhor nos deixa hoje: “Ele está sempre conosco”. Tudo e todos podem nos abandonar, nos fazer sofrer, nos ajudar a encontrar a solidão. Podemos ser desprezados e abandonados, porém, Jesus fica sempre conosco.
Jesus está aqui! Tão certo como o ar que respiro, tão certo como o amanhã que se levanta. Jesus está aqui, para sempre, Amém!
JOSÉ GERALDO SEGANTIN é pároco da Catedral de Franca
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