A polícia localizou, na tarde de ontem, na Avenida Major Elias Mota, Jardim São Luiz, em Franca, um depósito de sucatas repleto de objetos furtados. No local foram apreendidas várias mercadorias, entre elas materiais de acabamento como portas, dezenas de janelas e ferramentas diversas. Foram utilizados dois caminhões e cinco viaturas para transportar o produto apreendido até a delegacia.
A denúncia foi feita por uma das vítimas. Na última quarta-feira o motorista E.W.P., 37, proprietário de uma chácara no condomínio Canadá, próximo a rodovia João Traficante, percebeu que haviam sido furtadas de sua propriedade cerca de 70 telhas, 33 janelas e várias ferramentas (como pás, enxadas e carrinhos de mão).
Para o transporte de todo o material, os ladrões utilizaram uma carroça. “Esta foi a quarta vez que me roubaram, já levaram toda fiação elétrica da chácara. Aí eu falei ‘deixa eu procurar. Quem sabe eu acho’”, disse a vítima.
Uma chácara vizinha à de E.W.P. também foi invadida no mesmo dia. Um professor, dono do imóvel, contou que os ladrões levaram quase tudo que havia de valor.
“Tive um prejuízo estimado em R$ 2.500. Na minha chácara utilizaram uma caminhonete para levar minhas coisas”, disse ele, sem se identificar à reportagem.
O motorista chegou até os ladrões investigando por conta própria alguns locais suspeitos. No depósito de sucatas do Jardim São Luiz, a vítima reconheceu alguns de seus pertences e ligou para a Polícia Militar. Os soldados Tiago e Toledo detiveram vários suspeitos, dentre eles a mulher do dono da sucata.
No mesmo momento, chegavam ao local, acionados pela outra vítima, os investigadores Lucas,Marcos Euclides,Erick, Élcio e Denis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
Na casa dos suspeitos, os agentes descobriram mais produtos de origem duvidosa, DVDs, um televisor 29 polegadas e aparelho de som, que também foram apreendidos.
Levados para a delegacia, a mulher, na presença do advogado dela, negou ter comprado os materiais furtados ou praticado o crime. Seu marido não foi localizado. Ninguém ficou preso. O delegado Wanir José da Silveira instaurou inquérito para apurar o caso por receptação.
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