Um dólar baixo é ruim. Um dólar oscilante é ainda pior. Para o presidente do Sindifran (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), Jorge Félix Donadelli, a instabilidade cambial pode representar mais riscos para a classe do que a desvalorização da moeda norte-americana.
Donadelli tentou explicar a lógica da preocupação. “Se eu fecho um pedido hoje contando com um dólar no valor de R$ 2,40 e amanhã ele cai sem nenhum tipo de previsão, acabo tendo prejuízo”. Por isso, de acordo com o presidente do Sindifran, a oscilação irregrada da moeda norte-americana pode ser prejudicial.
O professor de Economia do Centro Uni-facef, Hélio Braga, também acredita que a oscilação pode ser prejudicial, mas sugere uma alternativa para os empresários se protegerem e aproveitarem o momento, que pode significar o atendimento parcial de uma das principais reivindicações da categoria: a desvalorização do dólar. “Existem seguros que cobrem até 80% de uma variação de queda. Assim, o fabricante de calçados perde, mas perde menos”.
Para Braga, o “dólar ideal” é uma utopia. “O setor calçadista nunca vai ficar satisfeito. Se o preço chegar a R$ 2,70, o melhor será comprar a R$ 3. Se chegar a R$ 3, o ideal será R$ 3,30”.
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