Polícia pedirá prisão de advogada


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A Polícia Civil de Franca indiciou a advogada Adriana Telini Pedro por formação de quadrilha. A pena prevista para este tipo de crime é de um a três anos de reclusão. Com o término das investigações, sua prisão preventiva poderá ser pedida à Justiça. Responsável pela condução do inquérito, o delegado Wanir José da Silveira Júnior disse que não pode divulgar detalhes do caso para não atrapalhar as investigações, mas adiantou que a polícia conseguiu identificar quatro criminosos que atuavam juntamente com a advogada. “Preciso ouvir apenas mais dois envolvidos e, talvez, fazer uma acareação, para encerrar o inquérito e encaminhá-lo à Justiça. Acredito que até a semana que vem já esteja tudo pronto”. Embora fale com cautela sobre as investigações, o policial deixou transparecer que o pedido de prisão será uma consequência natural ao final das apurações. “Primeiro, analisarei o inquérito em seu contexto geral. Se constatar que há motivo legal, o pedido será feito. Tudo dependerá do resultado das oitivas que ainda preciso fazer com dois envolvidos”. Segundo o policial, não há dúvidas em relação à participação da advogada em atividades criminosas. Para o delegado Wanir, a própria advogada confessou o envolvimento durante entrevista, ontem, à rádio Imperador (leia matéria nesta página). “Ela mesma admitiu que cometeu ilícitos. O fato de dizer que se arrependeu, não a exime da responsabilização penal. Tem que pagar por aquilo que fez. Agora, cabe a nós apenas concluir o inquérito e juntar provas aos autos”. Wanir ressaltou que a advogada fez sérias acusações contra a polícia e que poderá responder por isso. “Às vezes, na tentativa de se defender, a pessoas alegam várias coisas que não acontecem. Os policiais civis foram acusados de extorsão, o que é muito grave. Espero que nossa Corregedoria a convoque para demonstrar quem é e provar o que fez. Se não provar, terá que arcar com as conseqüências”. CORREGEDOR O delegado Dalmo Mateus Polo, corregedor da Polícia Civil em Franca, concedeu entrevista ao Comércio ontem e negou que a instituição faça perseguições à advogada. Também disse que a Corregedoria não foi informada de supostos crimes de extorsão e torturas cometidos pelos policiais civis. “Desde que assumi a Corregedoria, há cerca de três anos, não tem nenhuma denúncia formal aqui contra policiais no que se refere ao crime de tortura. Já instauramos alguns procedimentos para apurar casos de abuso de autoridade, mas tortura não tem nenhuma medida disciplinar contra qualquer funcionário que pertença à Seccional de Franca”, declarou.

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