A geração de empregos em Franca deu nova mostra de fôlego nesses primeiros meses do ano. Números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que entre janeiro e abril foram criadas 5.468 vagas de trabalho; mais de mil a mais em relação ao mesmo período de 2005. Só em abril, foram 1.049 novos postos de trabalho criados (veja quadro nessa página).
Assim como em janeiro, fevereiro e março, as principais responsáveis por alavancar a criação de postos de trabalho também em abril na cidade foram as indústrias de transformação. Oitocentas e trinta e sete vagas - quase 3 por dia - foram geradas por esse setor que, em sua maioria, é formado pelas fábricas de calçados. O saldo positivo no ano também é animador.
São 4.483 novas vagas só nesse setor em quatro meses. O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Paulo Afonso Ribeiro, vê com bons olhos o desempenho das indústrias de Franca. “Trata-de de uma mostra real de recuperação do setor”, disse.
Katiucia Melo, assistente de Recursos Humanos da Calçados Mariner, está entre os que sentem o bom momento. “Foi um bom mês sim. Admitimos mais de 20 funcionários sem demitir nenhum”, disse. Outro que comemora o “feliz abril” é o proprietário da Calçados Calven, José Luiz Granero. “Foi muito bom graças, a Deus. Com a cautela de sempre, estamos otimistas para o resto do ano”, disse.
OTIMISMO GERAL
Jamil Leonardi, subdelegado do Ministério do Trabalho em Franca, comemora a geração de empregos. “O único setor com desempenho negativo foi o agropecuário. Perdemos 78 vagas. Mas, com a chegada da colheita da cana e, principalmente, do café na região, isso deve melhorar”, disse. Grandes obras, como as dos hipermercados Carrefour e Wal Mart, também foram apontadas por Jamil como fatores que podem gerar mais postos nos ramos da construção civil e comércio. Ambos os setores já geraram 62 e 69 novas vagas de trabalho, respectivamente, em abril.
Não concordo
O presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca, Jorge Donadelli, não concorda com os dados do Caged e diz que houve redução no número de vagas, em especial nos dois últimos meses. Mas seu levantamento é aproximado e não um dado exato como o do Ministério do Trabalho, que é baseado nos registros feitos em carteiras de trabalho. “Fazemos projeção por meio de um levantamento em algumas fábricas. Nunca menos de cinqüenta. Fechamos março com 16.145 funcionários. Terminamos abril com 15.767”, disse.
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