Servidores da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) decidiram, em assembléia na noite de terça-feira, parar as atividades a partir do dia 30. A categoria pede 15% de aumento mais a inflação do período e a garantia de emprego nos 130 municípios, nos quais os convênios municipais estão para vencer. Na região de Franca, a expectativa do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo) é a de que cerca de 700 funcionários de 29 cidades deverão participar da greve e deixar paralisados serviços como leitura de água e instalação de hidrômetros.
Robson André da Cruz, diretor de base do sindicato, disse que a greve está decretada por tempo indeterminado. “As operações emergenciais serão mantidas normalmente com equipes de plantão; dessa forma, estão descartados falta de água e demais transtornos à população”, afirmou. Cruz garante que pelo menos 30% dos 400 funcionários da unidade de Franca trabalharão sem modificações.
“Os serviços de tratamento de água e esgoto continuam, assim como as religações de água cortada”, completou.
O diretor do Sintaema recomenda às pessoas que têm pendências com a Sabesp que procurem os escritórios de atendimento ao público entre hoje e segunda-feira. “Já estamos em estado de greve e, a partir de terça-feira, a greve começa sem previsão de término e só deve terminar diante de uma nova proposta da Sabesp. Na última rodada de negociações, a proposta foi de 2,55% de reajuste. Esperamos que até segunda-feira haja uma nova proposta”, disse. A média salarial na Sabesp é de R$ 600.
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