Guarda Civil passará a andar armada


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Os guardas municipais Cintra e Orialdo mostram as tunfas (cassetete): agentes agora querem utilizar armas de fogo no dia-a-dia
Os guardas municipais Cintra e Orialdo mostram as tunfas (cassetete): agentes agora querem utilizar armas de fogo no dia-a-dia
Depois de 20 anos de atuação em Franca somente com o uso de tonfas (bastão de defesa pessoal), a Guarda Civil do município pode chegar ao fim de 2006 armada com revólveres 38. O pedido de licença para uso das armas foi feito há quatro meses na Polícia Federal, mas ganhou força com os atentados violentos atribuídos ao PCC (Primeiro Comando da Capital), ocorridos na semana passada. Na cidade houve rebelião na Cadeia do Guanabara, tentativas de homicídio e três ônibus da empresa São José foram incendiados. Segundo o tenente Sérgio Buranelli, comandante da corporação, o processo de autorização não é simples e ainda pode demorar mais de 90 dias. “Os documentos estão em tramitação, pois são exigidas muitas análises, já que a responsabilidade pelo uso da arma é grande”, disse. Além da PF, é preciso autorização do Exército e do delegado regional de polícia. “Existe muita burocracia, a qual deverá aumentar diante do número de pedidos feitos após os ataques. Não é só Franca que pede”. A prefeitura não sabe qual o investimento que será preciso para armar a Guarda. “Só faremos os orçamentos depois de recebermos a autorização”, adiantou o tenente. Ele não descartou a compra de outros armamentos. O efetivo local conta com 54 guardas (5 mulheres) e todos devem receber uma arma cada. “No total, pedimos 60 armas, pois é necessário que haja uma reserva para reposição”, completou. Buranelli diz que antes de os guardas serem armados, haverá cursos de capacitação, treinamentos e avaliação psicológica. “Os guardas precisam ser conscientizados sobre como usar uma arma de fogo. A permissão será individual e cada guarda terá avaliado o seu estado emocional”, disse. O projeto, que recebeu aval do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), também permitirá que o porte ocorra apenas em horário de trabalho, a fim de evitar acidentes e incidentes. Segundo Buranelli, o guarda deverá estar uniformizado, em serviço e utilizar a arma para defesa pessoal, do orgão público e da comunidade. “A possibilidade surgiu por exigência do serviço. Em diversas situações, o prefeito viu a necessidade da Guarda andar armada”.

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