Inventor é brasileiro


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O inventor da máquina de escrever é mais um brasileiro que entrou para o rol de injustiçados. O padre paraibano Francisco João de Azevedo criou, sozinho, a primeira máquina datilográfica, em 1861. A intenção era criar um meio de registrar discursos e debates orais rapidamente. Azevedo não tem o mesmo reconhecimento de Santos Dumont, cujo invento mais notório, o avião, é atribuído a ele pelos brasileiros, embora haja uma disputa pelo mérito da invenção com os irmãos americanos Wilbur e Orville Wright. O protótipo da máquina de escrever foi esculpido por Azevedo, manualmente, em madeira, com lixas e canivetes. Entre junho e dezembro de 1872, um estrangeiro a levou para o exterior, sob a promessa de conseguir a patente do invento do padre, mas Azevedo morreu sem consegui-la. Em 1873, o norte-americano Christopher Latham Sholes apresentou um máquina praticamente idêntica à do brasileiro. Sholes assinou contrato de industrialização da máquina de escrever com Remington, que deu ao produto o seu sobrenome. Hoje, o Brasil é o maior produtor mundial de máquinas de escrever. Há seis fábricas, das quais cinco multinacionais, instaladas no País.

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