Pais assinam termo para manter filhos em classes superlotadas


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A Diretoria Regional de Ensino resolveu “lavar as mãos” e para evitar problemas futuros para o Estado, passou, pela primeira vez, a documentar as recusas dos pais em transferir de período ou para a escola do bairro mais próximo alunos de salas superlotadas. Atualmente, 28 estudantes de três escolas estaduais (“Maria Pia”, “Pedro Nunes” e “Sudário Ferreira”) precisariam ser remanejados. A diretoria propõe aos pais a mudança e os que não aceitam precisam assinar um termo de responsabilidade. O documento atesta que eles estão cientes da existência de outras vagas, mas se recusam a mudar os filhos de escola. “O termo firma também que estão cientes de que se o aluno permanecer na classe com demanda acima do limite pedagógico pode ter prejuízos”, diz Ivani Marchesi, dirigente de Ensino. Apesar da exigência do limite, muitos diretores “cedem” aos pedidos dos pais e matriculam acima do permitido. “Por conhecer os familiares ou pensar em possíveis desistências, as escolas aceitam mais matrículas. Os pais também insistem em manter o filho em certa escola”. Em Franca, há alunos excedentes em três unidades (ou 9 salas, das 1.206 da rede estadual). Na Escola Estadual “Maria Pia”, no Parque do Horto, são três salas de 5ª série pela manhã: uma com 42 e as outras com 41 alunos cada. O limite é de 40 estudantes. Os excedentes precisariam ser transferidos para a “Antônio Fachada”, no Leporace, à tarde, que comporta 26 alunos e tem 14 vagas. Alunos da 8ª série da “Sudário Ferreira”, no Leporace, iriam para a “Antônio Fachada” também, à tarde. Já os matriculados nas 6ª e 8ª séries da “Pedro Nunes”, no Jardim Europa, mudariam do matutino para o vespertino, cujas salas têm 11 vagas cada.

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