Advogada prefere o silêncio


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Depois de flagrada combinando assaltos com criminosos e oferecendo esconderijo a foragido, a advogada AdrianaTelini Pedro decidiu se calar. Na manhã de ontem, a reportagem do ‘Comércio’ ligou para o escritório dela para tentar entrevistá-la. “Fale com meu advogado”, limitou-se a dizer. Durante a conversa informal, preferiu fazer perguntas. Ao invés de retrucar as acusações, tentou, em vão, saber como o ‘Comércio’ teve acesso às gravações telefônicas. Eram 11h55 quando a reportagem ligou para a advogada. Logo no segundo toque ela mesma atendeu. A conversa informal durou três minutos e foi gravada. A voz de Adriana Telini é idêntica à da mulher surpreendida pela polícia conversando com bandidos, supostamente ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Tão logo o repórter se identificou, ela disse que não se manifestaria sobre as acusações. “Apenas meu advogado falará a respeito. O que ele falar, tá falado. Fica por conta dele. Peraí que vou te dar o telefone dele”. Adriana Telini parecia estar tranqüila, com um tom de voz normal. Enquanto procurava o telefone de seu advogado, perguntou: “Foi você que fez a matéria, né?” O repórter respondeu que apenas cumpriu com sua obrigação. “Faz tempo que vocês fazem o trabalho de vocês...”, disse ela, enigmática. “A mídia é a principal convidada da polícia”, completou. Antes que a conversa fosse encerrada e sem responder às perguntas, a advogada quis saber: “Quem te entregou a fita? Como você teve acesso à fita?” Foi informada de que a lei de imprensa garante o sigilo sobre a fonte. “Claro, tá certo”, concordou, dizendo que não sabia do grampo.

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