A divulgação das gravações que revelaram o envolvimento da advogada Adriana Telini Pedro com o crime organizado em Franca, e em especial um trecho que revela ela combinando um roubo com um bandido, causaram surpresa, perplexidade, indignação e decepção em amigos, parentes, ex-estagiárias e colegas da 35ª turma de Direito da Faculdade de Direito de Franca, onde Adriana se formou há dez anos.
Sob anonimato, várias pessoas contaram particularidades sobre sua vida pessoal e seu comportamento profissional – pelo menos a face que era conhecida – de uma advogada criada em uma família rica e de sobrenome conhecido em Franca e região.
Uma amiga muito próxima da família, mulher de um dono de curtume, revelou que Adriana havia sido uma menina feliz na infância e adolescência. “Ela teve tudo o que queria, inclusive depois de se formar, quando o pai montou um escritório no Centro, onde dispunha de tudo, do bom e do melhor”.
A mesma amiga também revelou que, profissionalmente, Adriana costumava cativar os clientes com simpatia e altruísmo. “Vi várias vezes ela atuando em processos de graça”, declarou a amiga, que também atua como advogada em Franca.
A amabilidade com que atuava em um escritório foi confirmada por uma das ex-estagiárias. “Não tenho do que reclamar dela. Ela me abriu as portas em vários lugares”, disse uma delas.
Entre uma das colegas de turma, que também atua na área de Direito Imobiliário, a perplexidade também predomina. “Era uma aluna dedicada e uma colega que sempre nos dava um sorriso. Nunca a vi mal-humorada ou de cara amarrada com a gente. A deficiência que ela tem nunca atrapalhou o nosso relacionamento”, completou.
As afirmações de uma das colegas de classe na faculdade são confirmadas por um dos funcionários da FDF (Faculdade de Direito de Franca). “Li a matéria de ontem (domingo) no Comércio da Franca e estou perplexo até agora (ontem à tarde). Se não fosse o Comércio que tivesse publicado, eu não acreditaria”.
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