Advogado diz que Adriana é ‘inocente’


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O advogado criminalista, Rui Engrácia Garcia, responsável pela defesa de Adriana Telini Pedro, disse que sua cliente não admite ter combinado crimes com marginais. Para ele, a voz gravada pela polícia e divulgada com exclusividade pelo jornal Comércio da Franca, no domingo, não seria da advogada ou poderia ter sido editada. Na sua opinião, as provas estariam “viciadas”. Rui falou ao Comércio por telefone ontem à tarde. Saiba o que ele tem a dizer sobre o caso. Comércio da Franca - O que o senhor tem a dizer sobre o conteúdo das gravações telefônicas? É a voz dela? Sua cliente admite as conversas? Rui Engrácia - Ela não admite as conversas. Se é a voz dela, não sei, pois não tivemos acesso à fita. Para nós, é uma surpresa o Comércio e rádio Difusora estarem com cópias dessas fitas. Nem os advogados conseguiram acesso a elas. Isso torna até viciada a prova, né? Porque é uma prova que deveria ter sido resguardada para futura impugnação judicial e uma nova perícia. Como foi divulgada para a imprensa, tornou a prova viciada. Comércio - Nós tivemos acesso à uma cópia, não à original... Rui Engrácia - Por isso mesmo. Não se sabe se foi editada, se mexeram. A prova deveria ter sido integralmente preservada, sem nenhuma cópia extraída. A Adriana ainda não teve condições de contestar. No inquérito policial não é estabelecido o contraditório. Ela passa a se defender a partir do momento em que se transforma em um processo judicial, o que ainda não é. Essas provas, ao nosso ver, já se tornaram viciadas, já que a imprensa teve acesso às cópias e a defesa, não. Comércio - Volto a insistir : a advogada passou orientações a criminosos? Rui Engrácia - Ela não admite as conversas. Não é ela. A doutora Adriana não tem conhecimento das fitas. Ela não chegou a ouvir. Nem ela, nem eu, que sou seu advogado constituído desde o início. Ela não teve esse tipo de conversa com criminosos. Inclusive, precisamos saber até a origem da autorização das escutas. Temos que saber se foi a autoridade competente que autorizou. Comércio - Quais medidas pretendem tomar a partir de agora? Rui Engrácia - Já requeri ao doutor Wanir (Wanir José da Silveira Júnior, delegado da DIG) cópia integral do inquérito policial, cópias das fitas gravadas e do mandado judicial que autorizou as escutas. Aguardo a liberação desses documentos para decidir quais medidas judiciais tomaremos, a favor da doutora Adriana ou contra quem de direito.

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