Viúva limpa túmulos há 20 anos


| Tempo de leitura: 1 min
Construído em 1855, o Cemitério da Saudade é o mais antigo da cidade e surgiu após a desativação do primeiro cemitério de Franca, que funcionava na atual Praça Nossa Senhora da Conceição. Com mais de dez quadras, o local recebe cerca de 45 mil pessoas nos feriados de Finados, Dia das Mães, Natal, Dia dos Pais e se transforma em fonte de renda para donas de casa como Aparecida Antuniete, 65, que há 20 anos é uma das 25 pessoas cadastradas para a limpeza de túmulos. Viúva, Aparecida, que mora no Aeroporto, começou no ofício para ajudar a sogra e com o tempo gostou do trabalho, e o mantém para completar a pensão. Religiosa, não tem medo de assombrações ou histórias relacionadas com mortos e em dias secos, como os vividos atualmente, chega a trabalhar oito horas ininterruptas. Na sua lista de clientes constam 50 famílias, algumas muito conceituadas em Franca, o que lhe garante uma renda mensal média de R$ 500. “A cobrança é feita com base no tamanho do túmulo, pois conforme o número de vasos e placas de bronze, mais trabalho dá”, disse. Segundo ela, em dia de faxina, cada jazigo leva cerca de meia hora para ficar pronto. Aparecida gosta de trabalhar em dias de chuva. “Faço menos esforço do que nos dias quentes, quando venta muito e nada pára limpo. Também, por estar próximo de data comemorativa (Dia das Mães), acabo tendo de vir trabalhar todos os dias”. Com tanto tempo dedicado à limpeza dos túmulos, a senhora memorizou a localização de cada um e, quando solicitada, também atua como guia dentro do cemitério.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários