Em meio às cenas e histórias curiosas, um grupo de moradores de rua, que faz uso da infra-estrutura do cemitério, é tido como um dos maiores problemas do local. Segundo Fernando Sérgio de Paula Caetano, administrador do cemitério, não há como proibir a entrada deles e, por isso, os mendigos usam as dependências para fazer necessidades físicas, tomar água, banho e até dormir.
Os funcionários tentam impedir, mas muitas vezes não conseguem. “Eles somem por um ou dois dias, mas depois retornam”.
Os cerca de 15 moradores de rua (entre homens e mulheres) inibem os visitantes, que reclamam da insegurança ao andar pelos túmulos dos entes queridos. “Fico com medo de ser assaltada”, disse uma senhora que não se identificou. Para coibir a presença dos mendigos, Caetano sempre chama a Guarda Municipal e da Polícia Militar. “Já pegamos gente dormindo dentro da capela do cemitério”.
O grupo pode ser visto quase todos os dias na praça defronte do cemitério. “Eles gostam principalmente da quinta-feira, em razão da feira livre. Ali eles cozinham, bebem e fumam”.
Se não bastasse ter de encontrar com esses visitantes “inoportunos”, os freqüentadores do Cemitério da Saudade também se deparam com as constantes reformas. Atualmente, o banheiro feminino, túmulos antigos e calçadas estouradas recebem manutenção. Outras dificuldades apontadas pela administração são os roubos de peças de bronze, como vasos e placas, durante a noite, além de trabalhos de crenças não-identificadas, na madrugada. Conseqüentemente, a porta do cemitério está sempre suja.
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