O diretor estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Luiz Gonzaga José, disse que a prefeitura recebe verbas estaduais para fornecer o reforço escolar. Para ele, a falta do acompanhamento colabora para a manutenção das más condições que a Educação apresenta hoje em dia. “É lamentável. É por esse tipo de negligência que estudantes de séries mais avançadas chegam até elas sem saber ler nem escrever”.
Segundo ele, o processo de acompanhamento é fundamental para a recuperação de alunos com “carência maior dentro de uma determinada disciplina”. Gonzaga acredita que, sem o reforço, não é possível oferecer um ensino de qualidade. “Hoje não é mais possível fazer uma escola pública de qualidade sem reforço escolar, principalmente em ensino de primeira a quarta série”, disse Gonzaga.
Para o professor, desde que a divisão do ensino em ciclos passou a vigorar, a necessidade do reforço ficou ainda mais evidente. Dentro dos ciclos, o aluno só faz exames ao final de quatro anos e, por isso, segundo o diretor da Apeoesp, “por meio do reforço é possível propiciar evolução na aprendizagem dos alunos”.
NECESSIDADE
Gonzaga disse que o método do reforço também é ideal para tentar melhorar a apreensão de matéria por parte dos estudantes. “Com um número menor de alunos e com o ensino específico da disciplina, é possível corrigir o caminho do estudante”. Essa “correção” contribuiria não só para a evolução do aluno que apresenta dificuldades, mas também para todos os outros. “O reforço acaba sendo uma ferramenta de auxílio ao próprio professor. Encontrando uma sala de aula com estudantes em um grau parecido de apreensão do conteúdo, é mais fácil dar andamento no processo”, disse.
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