A Polícia Civil de Franca começou a aprofundar as investigações sobre Adriana Telini no início do ano passado após receber denúncias anônimas de que ela estaria envolvida com criminosos.
Até mesmo alguns bandidos chegaram a relatar a proximidade que teriam com ela. O inquérito policial para apurar as suspeitas foi aberto pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes).
Diante da gravidade da situação, comprovada pelas escutas telefônicas, o caso foi remetido à DIG, a Delegacia de Investigações Gerais. Coube ao experiente delegado Wanir José da Silveira Júnior conduzir o inquérito. “Gostaria de deixar claro que respeito muito a OAB e que a grande maioria dos advogados são pessoas honestas e de bem, mas, realmente, há uma minoria, como em todas as classes, em que profissionais atuam em desacordo com a lei. Essas pessoas têm que ser identificadas e punidas”.
O policial confirmou a existência de um inquérito policial para apurar a conduta de Adriana Telini. “A própria OAB já foi informada. O Judiciário e o Ministério Público também têm conhecimento. Estamos verificando se a conduta por ela cometida é tida como crime. Caso for, ela será indiciada e encaminharemos o inquérito ao Fórum para que seja processada”.
De acordo com o delegado Wanir, a princípio, a advogada é investigada sob a suspeita de ter cometido pelo menos três crimes. “Há desde o crime de favorecimento pessoal, por esconder marginal em casa, até mesmo participação em furtos e roubos, onde há informações de que ela poderia ter dado dicas, a marginais, de pessoas inocentes que estavam com dinheiro para que fossem roubadas”. A polícia também tentará enquadrá-la no crime de formação de quadrilha. “Investigamos com muita cautela e tranqüilidade. Não posso atropelar os atos. Meu objetivo é apurar, com imparcialidade e justiça, a conduta da pessoa”.
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