As estimativas mais conservadoras apontam que pelo menos 200 mil clientes de celular foram prejudicados pelo desligamento das antenas próximas dos presídios em seis municípios de São Paulo, como determinado pela Justiça, na tarde de hoje. Isso equivale à metade das pessoas que têm aparelhos nessas áreas, conforme dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O número de prejudicados com a medida, de acordo com a consultoria Telequest, não leva em conta pessoas que passam pelas rodovias próximas das prisões ou turistas. Em caso de emergência, como carro quebrado ou problema de saúde, as pessoas terão de sair à procura do telefone fixo mais próximo. A medida vale por 20 dias.
Em Araraquara, Iaras, São Vicente, Franco da Rocha e Presidente Venceslau, o corte ocorreu à tarde, a partir das 13 horas. A solução de emergência encontrada pelas operadoras para atender à decisão da Justiça de interromper o serviço em seis presídios de São Paulo foi desligar ou redirecionar antenas.
Além de trazer transtornos à população, as antenas desligadas não garantem o fim da comunicação dos presos. Quando se desliga o sinal forte de uma antena próxima, existem aparelhos que conseguem captar sinais mais fracos de equipamentos em torres mais distantes. O uso de bloqueadores traria menos prejuízo à população vizinha. Existem aparelhos com preços a partir de US$ 100.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.