Líderes dos dois movimentos de sem-terra que atuam na região de Franca foram ouvidos, no sábado, pelo Comércio, e, por ora, disseram que os empresários podem ficar despreocupados quanto às temidas invasões urbanas a fábricas em situação falimentar ou endividadas. Nédito Reginaldo Silva, líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), disse que tal conduta não faz parte da ideologia do grupo. “Não há essa possibilidade. Nosso negócio é ocupar propriedades na zona rural e estamos nos articulando para esse objetivo”, disse.
Já seu colega Vilmar da Silva, coordenador regional do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra), disse que seu grupo, por enquanto, não partirá para ocupações desse tipo. “Ainda não temos estrutura para isso”. Mas não descarta que invasões a fábricas (principalmente de calçados, no caso de Franca) possam vir a acontecer em um futuro próximo. “Esse movimento começou no Rio de Janeiro e conta com nosso apoio. Mas pode se disseminar pelo restante do País e, aí sim, chegar à nossa região”, disse Silva.
Se por um lado as declarações dos líderes dos sem-terra podem trazer alguma tranqüilidade, por outro, os fazendeiros deverão ficar cada vez mais em estado de alerta. “Nossa estada na Fazenda Jandira é provisória. Estamos com planos de realizar pelo menos 15 ocupações até julho”, disse Vilmar da Silva.
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