Além do temor de novas invasões a propriedades rurais, empresários e ruralistas de Franca e região agora estão receosos quanto a ações dos movimentos de trabalhadores sem-terra na área urbana. No final de abril, o coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues, em entrevista no 2º Fórum Social Brasileiro, em Recife, disse que o movimento pretende conseguir apoio de entidades representativas para agir nas cidades. Em Franca, eventuais ocupações de fábricas são o que mais preocupa. Tanto que entidades como Abicalçados, Sindicato da Indústria, Sindicato Rural, Cocapec e Ciesp publicaram no Comércio, nos últimos três dias, um manifesto de repúdio às atos praticados pelos sem-terra na região.
O diretor regional da Ciesp, Saulo Pucci Bueno, deixou claro que os empresários não querem confronto com os sem-terra, mas exigem respeito. “Não podem ir invadindo assim empresas e fazendas. Existe algo chamado lei e para ser livre é preciso respeitá-la”. Sobre o medo de invasões urbanas, Bueno, que também é diretor do Grupo Amazonas, disse que esse sentimento é real hoje entre o empresariado local. “Li a respeito de que o movimento tem interesse em ocupar fábricas. É preciso respeitar o império da lei. Não se pode tudo”, disse.
Bem mais contundente que Bueno, o presidente do Sindicato Rural de Franca, Geraldo Cintra, reclamou que as leis protegem os sem-terra e que os fazendeiros só podem tomar qualquer medida depois de terem suas propriedades invadidas. “Os produtores estão muito preocupados com essa onda de invasões. O Sindicato Rural está se mexendo para cuidar desse assunto, mas o fato é que estamos todos de mãos atadas, porque os sem-terra são intocáveis. Não tem lei para eles. Agora, estão invadindo até fazenda produtiva, como a Nova Mata (do Grupo Samello). Não temos como nos protegem, pois nunca sabemos quando e onde irão agir”, disse Cintra.
Já o presidente do Sindicado da Indústria de Calçados de Franca, Jorge Félix Donadelli, não acredita que a estratégia dos invasores chegue a ponto de ocupar fábricas de sapatos. Segundo o empresário, que comanda a Calçados Donadelli, a audácia dos sem-terra não ultrapassa o limite da razão. “Acredito que eles têm juízo e não farão isso. Uma indústria de calçados é de natureza diferente e, se isso acontecer, caberá ação policial imediata”, disse.
Donadelli disse ainda que, ao seu ver, a invasão da Fazenda Nova Mata foi um tipo de “ato publicitário” por parte do MLST (Movimento de Libertação dos Trabalhadores Sem-Terra). “Eles são bons marqueteiros”. No final de abril, o coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues, em entrevista no 2º Fórum Social Brasileiro, em Recife, disse que o movimento pretende conseguir apoio de entidades representativas para agir nas cidades. Em Franca, eventuais ocupações de fábricas são o que mais preocupa. Tanto que entidades como Abicalçados, Sindicato da Indústria, Sindicato Rural, Cocapec e Ciesp publicaram no Comércio, nos últimos três dias, um manifesto de repúdio às atos praticados pelos sem-terra na região.
O diretor regional da Ciesp, Saulo Pucci Bueno, deixou claro que os empresários não querem confronto com os sem-terra, mas exigem respeito. “Não podem ir invadindo assim empresas e fazendas. Existe algo chamado lei e para ser livre é preciso respeitá-la”. Sobre o medo de invasões urbanas, Bueno, que também é diretor do Grupo Amazonas, disse que esse sentimento é real hoje entre o empresariado local. “Li a respeito de que o movimento tem interesse em ocupar fábricas. É preciso respeitar o império da lei. Não se pode tudo”, disse.
Bem mais contundente que Bueno, o presidente do Sindicato Rural de Franca, Geraldo Cintra, reclamou que as leis protegem os sem-terra e que os fazendeiros só podem tomar qualquer medida depois de terem suas propriedades invadidas. “Os produtores estão muito preocupados com essa onda de invasões. O Sindicato Rural está se mexendo para cuidar desse assunto, mas o fato é que estamos todos de mãos atadas, porque os sem-terra são intocáveis. Não tem lei para eles. Agora, estão invadindo até fazenda produtiva, como a Nova Mata (do Grupo Samello). Não temos como nos protegem, pois nunca sabemos quando e onde irão agir”, disse Cintra.
Já o presidente do Sindicado da Indústria de Calçados de Franca, Jorge Félix Donadelli, não acredita que a estratégia dos invasores chegue a ponto de ocupar fábricas de sapatos. Segundo o empresário, que comanda a Calçados Donadelli, a audácia dos sem-terra não ultrapassa o limite da razão. “Acredito que eles têm juízo e não farão isso. Uma indústria de calçados é de natureza diferente e, se isso acontecer, caberá ação policial imediata”, disse.
Donadelli disse ainda que, ao seu ver, a invasão da Fazenda Nova Mata foi um tipo de “ato publicitário” por parte do MLST (Movimento de Libertação dos Trabalhadores Sem-Terra). “Eles são bons marqueteiros”.
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