Mais de 50 crianças aguardavam atendimento no Pronto-Socorro Infantil, anexo ao “Dr. Janjão”, às 15 horas deste sábado. Segundo a atendente em serviço no local, um médico faltou e apenas uma pediatra trabalhava desde o meio-dia.
A autônoma Meire Afonso Almeida Silva, 39, residente no Jardim Pinheiros II, chegou ao PS Infantil ao meio-dia e meia com a filha Clouer, 5, que apresentava 39 graus de febre. Meia hora depois, a menina foi examinada pela médica, que receitou analgésico em gotas, mas a mãe não ficou satisfeita e ligou para o Comércio da Franca para denunciar a situação. Ela queria que a filha fosse “medicada direito e não apenas com remédio contra a febre”.
Cibele Leite Zamora Garcia, 19, moradora do Jardim Formosa, chegou ao PS Infantil às 13 horas, e, às 14h53, a filha Luana, 6, ainda não havia sido atendida. Ela apresentava febre, dor de cabeça e vomitava com freqüência. A mãe reclamou: “Elas (a atendente e a enfermeira) só dizem para esperar”.
O também autônomo Marcelo Henrique, 32, residente no Jardim Flórida, estava na fila de espera para ver a pequena Marcela, de 30 dias, ser medicada por estar com o nariz entupido, tosse e febre. Mas não tinha esperança de ver a médica logo e desabafou: “O homem (o prefeito Sidnei Rocha) vai todo dia na rádio dele para dizer que está tudo em ordem na área da saúde, mas, quando a gente chega aqui, vê essa situação”.
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