Meninas longe de casa


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Foram registrados ontem em Franca casos complexos e cada vez mais comuns envolvendo adolescentes. Partem das histórias de duas quase meninas, impossível de dizer se com final feliz. Esses recortes aqui servirão de pretexto para perguntar que tempo é esse, de tanta violência física e psicológica, que valores nos regem, que rumos intrincados são esses que nossos jovens estão “escolhendo” (ou sendo por eles escolhidos). Ao refletir sobre essas histórias, difícil não soar um tanto moralista, quando a realidade coloca nossos jovens numa sexualidade exacerbada e cada vez mais precoce; o álcool e as drogas pesadas, acessíveis a qualquer um, o apelo do consumo, a calamidade na educação, a idéia da busca de atalhos para uma vida mais fácil, a recusa agressiva a qualquer restrição ou sanção: esse é o cenário. Irrecuperável? Talvez. Talvez não. Será exatamente a nossa não-participação, a negação da autoridade, a nossa indiferença ou impotência a tornar alguns desses meninos tristemente perdidos em seus caminhos?

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