O ala Vanderlei Mazzuchini Filho, 33, é um vencedor. Talentoso, tem o reconhecimento dos colegas de trabalho e técnicos de basquete. Só que em Franca, ele não teve sucesso. No segundo semestre do ano passado, clube e jogador realizaram um sonho antigo. Pelo Mariner/Unimed, Vanderlei disputou o último Paulista. Após o torneio, em janeiro deste ano, ele resolveu se transferir para o Rio de Janeiro. Ainda com o contrato em andamento, conversou com a diretoria e acertou sua liberação. Entre os motivos, problemas familiares, não adaptação à cidade e aversão da torcida.
Comércio da Franca - Como está sua temporada no Rio?
Vanderlei - Ótima. O entrosamento foi fácil, o time tem jogadores com os quais eu já havia jogado, tinha amizade e isso facilita bastante. Quanto à adaptação, eu não tive nenhuma dificuldade.
Comércio - O que acha do nível das equipes no hexagonal?
Vanderlei - Está muito equilibrado, a gente já sabia que seria assim. Falaram que os dois times que estavam chegando da NLB (Nossa Liga de Basquete) estariam mais fracos. Mostramos que não. Pelos resultados dos primeiros dias, vimos que todos têm condições de ir à final.
Comércio - Quando jogou por Franca, você era muito vaiado pela própria torcida. Tem alguma mágoa?
Vanderlei - Eu falei que quando eu jogava contra Franca já estava acostumado a ser vaiado, o que eu não estava acostumado era ser vaiado pela torcida da própria equipe. Mas, até entendo. A rivalidade de Franca com equipes que já atuei pode ter influenciado. Também já joguei no Dharma, que era adversário do Franca. De qualquer forma era um momento em que eu não estava legal, com problemas familiares. Minha saída não teve nada contra ninguém, muito pelo contrário. Deixei grandes amigos aqui.
Comércio - Alguma lembrança ruim?
Vanderlei - Não entendi o porquê da torcida não gostar de mim. Quando cheguei estava super bem, me sentindo bem, jogando bem. Mas no Estadual, houve um jogo contra o Paulistano aqui no Póli, no qual estávamos ganhando de 20 pontos e a torcida gritando meu nome. Alguns falavam palavras de sacanagem, isso me deixou triste. Eu preferi ser sincero e falar para a diretoria que não estava gostando da cidade.
Comércio - Houve alguma briga?
Vanderlei - Não. Foi um pouco de tudo. É difícil explicar quando você não está se sentindo bem, não teve uma briga que me faça falar que foi isso que me fez sair de Franca. Muito pelo contrário, tanto que algumas pessoas até se surpreenderam quando eu disse que sairia. Só que eu já vinha pensando nisso. Vou fazer 34 anos, penso comigo que eu tenho que estar sempre bem e aqui eu não estava bem. Foi bom para os dois lados, pois não precisaram pagar um jogador que não estava com a cabeça aqui. (ML)
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.