Francano emérito

Alfredo Palermo, escritor, jornalista, advogado e professor, recebeu o título de cidadão emérito de Franca na noite de ontem em solenidade na Câmara Municipal

20/05/2006 | Tempo de leitura: 2 min

ENTRE AMIGOS - Dulce Xavier, Corrêa Neves Júnior e Sandra Lima representaram o Comércio da Franca na homenagem a Alfredo Palermo em sessão solene na Câmara, predida por Marcelo Mambrini (à dir.)
ENTRE AMIGOS - Dulce Xavier, Corrêa Neves Júnior e Sandra Lima representaram o Comércio da Franca na homenagem a Alfredo Palermo em sessão solene na Câmara, predida por Marcelo Mambrini (à dir.)
O coração de Alfredo Palermo é forte. Aos 89 anos, ele resistiu a todas as emoções a que foi submetido durante 2h45, ontem à noite, no plenário da Câmara Municipal de Franca. E não se rendeu nem mesmo quando o vereador e presidente do Legislativo local, Marcelo Mambrini, entregou a ele raríssimo título honorífico de Cidadão Emérito de Franca. Além do coração forte, Alfredo Palermo tem a memória privilegiada, capaz de lembrar com riqueza de detalhes fatos passados há 50, 60 e até 70 anos. Alfredo Palermo foi a figura central da sessão solene que a Câmara Municipal de Franca realizou das 20h45 às 23h20 de ontem e à qual estiveram presentes algumas das mais expressivas figuras da sociedade local, entre elas o bispo diocesano Dom Diógenes Silva Mathes, o deputado estadual Gilson de Souza, o presidente da Academia Francana de Letras, José Eurípides de Oliveira Ramos, o provedor da Santa Casa, Onofre Trajano, o representante do Rotary Clube, Xisto Antônio de Oliveira, e o jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor-responsável do Comércio da Franca, além da mulher e os filhos do homenageado, Nydia de Castro Palermo, Alfredo Palermo Júnior e Maria Tereza Palermo de Carvalho. Nem assim o professor, advogado, jornalista, escritor e ex-deputado federal Alfredo Palermo se abalou. Muito menos quando os políticos e autoridades começaram a lembrar os feitos e os méritos do homenageado, nascido em Franca a 1º de abril de 1917, formado em Direito e licenciado em Letras pela USP (Universidade de São Paulo). O primeiro deles foi um ex-catador de bolinhas nos anos 80, quando Alfredo Palermo jogava tênis nas quadras de saibro do Castelinho. “Eu o admiro desde aquela época”, disse o atual presidente da Câmara, vereador Marcelo Mambrini. Carlos Eduardo de Castro Palermo, o filho mais novo e único ausente, falou em nome da família por meio de uma gravação exibida num telão. E lembrou o patriarca que sempre apoiou a todos, educou em casa e nas escolas por onde passou, defendeu o civismo, a moral e os bons costumes pelas páginas dos jornais Correio de Marília de 1940 a 1942 e Comércio da Franca, nas quais escreve há mais de 60 anos. Falaram também outras 11 autoridades presentes e 39 ausentes, via telão. Entre elas, a jornalista e professora Sônia Machiavelli Corrêa Neves, presidente do Conselho de Administração do Comércio e primeira dos 27 profissionais da Redação que gravaram depoimentos em homenagem ao mais antigo colaborador deste jornal. As palavras de Sônia Machiavelli emocionaram a platéia quando ela disse: “Doutor Alfredo, onde estiver, Corrêa Neves, seu amigo, está celebrando este título que o senhor merece tanto”.

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