Na noite de quarta-feira, a Unifran (Universidade de Franca) se transformou em palco da diversidade cultural. Gastronomia, música, teatro, dança e moda se misturaram para mostrar que, no Brasil, há espaço para dezenas, senão centenas, de tipos de manifestações culturais.
O evento foi organizado para comemorar o Dia Mundial da Diversidade Cultural, festejado em 21 de maio. “Diversidade cultural é um meio de integrar os povos. Muitos dos conflitos que vemos hoje são decorrentes de diferenças étnicas e religiosas, que são dois elementos culturais. Então, queremos despertar nos alunos o respeito à outra cultura. Até para evitarmos a manutenção de estereótipos”, explica Marcos Alves Souza, diretor do curso de História e um dos organizadores do evento.
Na praça central do campus foram montados vários estandes. Os alunos de Letras com habilitação em espanhol, por exemplo, levaram a história da erva-mate para a praça da universidade. “É uma planta tradicional na Argentina. Lá, eles bebem algo muito parecido com o nosso chimarrão”, explica a aluna Tamara Castro Pereira. “No curso de Letras, não aprendemos só gramática, só literatura. Também vemos a cultura de outros lugares. E é isso que trouxemos para cá”, completa.
Outro curso que mostrou força na parte cultural foi o de Gastronomia, que preparou um cardápio para degustação. Para o coordenador, Fernando Dagoberto, a culinária pode ser considerada o primeiro elemento da diversidade cultural de um país. “Os pratos agregam elementos que diversos povos trouxeram para o Brasil”, explica.
Seguindo o roteiro da feira, o curso de Educação Artística mostrou trabalhos feitos em gravura. Organizado pelo professor Ivo Indiano, o estande expôs trabalhos do Ateliê Livre de Arte. Desenhos em preto e branco e vermelho e preto, feitos a partir de uma técnica rústica e que lembra as impressões que os povos primitivos deixaram nas pedras, puderam ser apreciados. Teve ainda a apresentação de um tipo de cinema feito com sombras, uma técnica milenar no teatro da China.
O curso de Turismo não poderia ficar de fora. Com o tema da cultura afro, os alunos se vestiram a caráter e mostraram um pouco dos elementos que vieram da África do Sul. Objetos oriundos diretamente do país foram expostos.
MODA
Mas o que mais chamou a atenção foi a apresentação dos alunos do curso de Moda. Foi a comprovação de que a forma de se vestir reflete muito a cultura de um povo. Com o tema “Décadas do Século 20”, os alunos elaboraram dezenas de figurinos apresentados em um desfile no qual eles próprios foram os modelos. Foram contemplados os estilos das décadas de 50, 60, 70 e 80. Era possível perceber que tudo foi pensado nos mínimos detalhes. Cabelos, maquiagem e acessórios estavam de acordo com a cultura da época representada.
Com uma platéia formada essencialmente por universitários, espera-se que esse evento desperte em cada um deles a semente da diversidade. Já será um bom começo.
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